Newsletter Semanal do Sistema FIESC  |  nº 235  |  28.09 até 05.10.2011  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Programa do SENAI busca qualificação profissional


SENAI/SC pretende duplicar matrículas em quatro anos (Foto: Edson Junkes)
O Sistema FIESC lançou na sexta-feira, dia 23, em sua reunião de diretoria, o Programa SENAI Mais Competitividade, uma iniciativa que pretende concentrar esforços na capacitação profissional e no desenvolvimento tecnológico do setor industrial catarinense. As metas são de duplicar gradativamente até 2014 o número de matrículas em educação profissional (85 mil em 2010), e até 2016 o número de consultorias (100 mil horas em 2010) e de metrologia (173 mil ensaios) em 2010. Outra proposta é induzir o desenvolvimento tecnológico, por meio de pesquisa aplicada e do fomento à adoção de novas tecnologias.

"O grande objetivo da iniciativa é criar condições para que a indústria catarinense melhore ainda mais seu desempenho e, com isso, supere as barreiras que inibem seu crescimento; e o fortalecimento da indústria permite a ampliação do nível e da qualidade do emprego e seus efeitos beneficiam toda a sociedade", explica o presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte. O empresário assumiu o comando da instituição em agosto e estabeleceu como diretriz central de sua gestão a ampliação da competitividade da indústria.

Workshops temáticos

O Programa SENAI Mais Competitividade pretende atuar em diversas frentes relacionadas à performance produtiva da indústria. A ampliação da oferta de profissionais qualificados fará com que a força de trabalho seja mais resolutiva em termos de gerar valor ao produto. Outras iniciativas estão associadas à melhoria de produto e processos. É o caso da indução ao desenvolvimento de novos negócios. Nesta terça (27) e quarta-feira (28), por exemplo, está sendo realizado em Joinville o Workshop Internacional Novas Tecnologias Aplicadas ao Setor Metalmecânico O evento é um primeiro passo para a indução da produção em microusinagem, um nicho de mercado aberto. "É uma área ostensiva em tecnologia, de alta sofisticação e elevado valor agregado", afirma o diretor regional do SENAI/SC, Sérgio Roberto Arruda. A microusinagem consiste na produção de peças de 2 a 3 milímetros que serão usadas na produção de produtos da ordem de um milímetro, a serem utilizados em setores como medicina ou eletroeletrônica. Hoje são 400 ferramentarias, que geram 4 mil empregos em Joinville. Outros workshops nas áreas ambiental e têxtil e de alimentos estão previstos para os próximos meses, em Blumenau e Chapecó.

Além da duplicação do atendimento, o SENAI Mais Competitividade prevê a implantação de sete Centros de Referência e Alta Performance, a Escola Profissional do Futuro, workshops tecnológicos temáticos e um portal na internet com informações relacionadas ao tema. Também será implementada a Academia SENAI, com o objetivo de ampliar e promover a capacitação contínua da equipe de consultores da instituição.

Os centros de referência atuarão em duas frentes: a oferta de consultorias e a realização de pesquisa aplicada para a busca de soluções em inovação em produto e em processo. Os centros serão focados nas vocações industriais do estado e contarão com o apoio de instituições internacionais, como o Instituto Fraunhofer, a Universidade de Stuttgart (ambos da Alemanha) e a Massey University, da Nova Zelândia.

Entraves

"Para obter um bom desempenho no mercado internacional, as empresas precisam buscar melhorias contínuas em seus processos de produção, para compensar as dificuldades da porta para fora", salienta Glauco José Côrte. Por isso, o Programa SENAI Mais Competitividade pretende apoiar as indústrias a melhorar sua performance. "Em outro campo, a FIESC continua insistindo com os poderes públicos a solução de problemas estruturais, tais como a infraestrutura, a alta e complexa carga tributária, entre outros aspectos; muitos entraves ficam mascarados pelo crescimento econômico que o país vem apresentando, que é fruto de virtudes como a estabilidade macroeconômica e por ter sido beneficiado por um crescimento da economia mundial", salienta o presidente da FIESC. "No mercado de commodities, o Brasil tem bom desempenho, contudo, as dificuldades competitivas tornam-se mais salientes quando se trata de produtos de maior valor agregado", explica.

Sérgio Roberto Arruda, lembra que o Brasil tem baixo desempenho em indicadores internacionais de competitividade. São pesquisas como as realizadas pelo Internacional Institute for Management Development (IMD) e pelo Fórum Econômico Mundial. Ambos os estudos consideram a eficiência do estado, carga tributária, juros, infraestrutura, educação, saúde, performance econômica, eficiência no mercado de bens e no mercado de trabalho, inovação, entre outros. Nos rankings anunciados em 2011, o Brasil ocupa, respectivamente, a 44ª e a 53ª posição. "São colocações parecidas com as conquistadas pelos brasileiros na pesquisa de desempenho de estudantes do ensino médio, da OCDE", ressalta Arruda.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun