Newsletter Semanal do Sistema FIESC  |  nº 257  |  21.03 até 28.03.2012  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Gestão profissional é alternativa para aeroporto de Chapecó


Mario Cezar Aguiar e Sérgio Wallner (Foto: Ivonei Fazzioni)
A interdição para voos com mais de 72 passageiros, determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil no último dia 2, é apenas mais um problema enfrentado pelo Aeroporto Serafin Enoss Bertaso, de Chapecó. Um déficit mensal de R$ 100 mil, sustentado pela prefeitura municipal, embora atenda mais de 300 municípios, e as constantes necessidades de investimentos tornam o aeroporto uma fonte contínua de dor de cabeça para os gestores do município. Por isso, a Câmara de Transporte e Logística da FIESC, que colocou o assunto em pauta na quarta-feira (dia 14), discutiu a alternativa de uma gestão profissional, feita por uma empresa especializada.

"Não é justo que o município de Chapecó sustente os prejuízos de um terminal que atende uma região tão extensa, dos três estados do Sul", afirmou Mario Cezar Aguiar, presidente da Câmara. "Além disso, a administração municipal tem outros problemas a resolver", observou. O empresário salientou que uma empresa especializada pode buscar outras alternativas de renda, como a criação de um terminal de cargas e atividades comerciais. A mesma proposta pode ser levada a outros aeroportos catarinenses que apresentem dificuldades semelhantes, defendeu Aguiar.

Ainda assim, Aguiar afirmou que a FIESC continua atenta em busca de alternativas para a solução do problema que levou à interdição. "Estamos prestando todo apoio à prefeitura", afirmou. Ele informou que a FIESC emitiu ofícios ao governador do Estado, Raimundo Colombo, à ministra Ideli Salvatti, ao diretor da ANAC, Marcelo Pacheco dos Guaranys, e ao ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner de Oliveira, cobrando medidas emergenciais para resolver as restrições nas operações.

Segundo o secretário de Defesa do Cidadão de Chapecó, Sergio Wallner, que participou da reunião na FIESC, as receitas com propagandas, locação de espaços, locação de área para empresa de abastecimento de combustível e taxa de embarque perfazem pouco mais de R$ 100 mil reais mensais. O valor fica distante dos mais de R$ 200 mil gastos com pessoal, balizamento, segurança armada, limpeza, telefone, canal de inspeção, iluminação da pista, manutenção de equipamentos e energia elétrica.

Wallner também explicou aos integrantes da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, os problemas que levaram à interdição da pista. Segundo ele, houve um afundamento de cerca de 30 centímetros na profundidade, que comprometeu cerca de um quilômetro (dos 2,5) da pista. O secretário municipal explicou que já foi realizada a adequação (sinalização pintada e de luzes) da pista à configuração determinada pela ANAC. A prefeitura também apresentou à agência um Plano Operacional de Obras e Serviços para uma nova pista de estacionamento de aviões e a recuperação da pista de pouso. "Já temos os R$ 11 milhões necessários e a empresa licitada. Falta apenas a aprovação da ANAC", salienta. Segundo o secretário, o Plano prevê a recuperação da pista sem a interrupção dos voos. "Se for necessário fechar o aeroporto, será por no máximo 15 dias".

O secretário de defesa do cidadão, que tem sob sua responsabilidade as ações de segurança pública e de transporte (o que inclui o transporte coletivo e o aeroporto), informou que desde 2009, o aeroporto recebeu outros R$ 22 milhões, em recursos do município, do Estado e da União.

Inaugurado em 1978, então com uma pista de 1,5 quilômetro de extensão por 30 metros de largura, o aeroporto foi ampliado em 2001, para 2,5 quilômetros por 45 metros. A cada ano, 250 mil passageiros e 391 mil toneladas de cargas passam pelo aeroporto. A região de abrangência totaliza 2 milhões de habitantes.

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Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun