Newsletter Semanal do Sistema FIESC  |  nº 274  |  18.07 até 25.07.2012  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
`Robôs melhoram eficiência e humanizam produção industrial'


Gerhard Schreck, do Instituto Fraunhofer, durante palestra na FIESC (Foto: Marcus Quint)
Os robôs permitem reduzir custos, melhorar o desempenho e flexibilizar a produção, mas a tendência é que trabalhem em conjunto, preservando os seres humanos. A análise é do engenheiro alemão Gerhard Schreck, do Instituto Fraunhofer IPK, de Berlim-Alemanha, que é voltado para sistemas de produção e tecnologia de design, e foi feita durante o Workshop Internacional SENAI de Tecnologia da Informação e da Automação. O evento integra a Jornada Inovação e Competitividade da Indústria Catarinense, promovida durante esta semana, pelo Sistema FIESC. Segundo Schreck, uma das tendências é aumentar o índice de automação na montagem de peças, hoje de 5%, taxa que pode ser considerada baixa se comparada com a da soldagem, que é de 95%.

A elevada taxa de utilização de robôs em atividades como a soldagem explica um dos fatores que, segundo Schreck, mobilizam a automação por meio da robótica: a humanização dos processos produtivos, ou seja, a redução da presença do homem em atividades insalubres ou perigosas. Assim, a robótica contribui para tornar o trabalho mais ergonômico. Além disso, também do ponto de vista do trabalhador, a robótica tem sido utilizada em tarefas para as quais não existem profissionais qualificados. O engenheiro do Instituto Fraunhofer IPK citou o exemplo da indústria automobilística japonesa, que desenvolveu robôs que aplicam solda ponto, devido à falta de profissionais qualificados para a função. Os robôs também devem ocupar os ambientes de trabalho para substituir as pessoas que se aposentam, o que é significativo numa sociedade que envelhece rapidamente, como a europeia.

Schreck citou também os benefícios que a robótica traz em termos de eficiência produtiva e ambiental. No primeiro grupo estão a redução de custos, do tempo do ciclo de produção, aumento da qualidade e a flexibilidade de produção. As questões ambientais dizem respeito à conservação de recursos e eficiência energética.

O engenheiro alemão apresentou resultado de um planejamento estratégico para robótica na Europa para 2020. Segundo ele, as aplicações industriais devem ser especialmente de trabalhadores robóticos (que realizam tarefas), co-trabalhadores robóticos (que ajudam seres humanos nas tarefas) e robôs que atuam na área de logística (que transportam materiais e componentes). Outras aplicações que podem beneficiar o setor industrial são os robôs para vigilância e segurança, exploração e inspeção e educação e entretenimento.

No workshop, os diversos palestrantes fizeram projeções a respeito das possibilidades do uso integrado de diferentes tecnologias para aprimorar as linhas de produção. Amri Tarsis, da Cisco, complementou a palestra de Schreck citando o exemplo do uso de redes Ethernet para monitorar o torque dos parafusadores que possam estar sendo usadas pelos robôs. Tarsis fez uma análise das diversas alternativas para a construção de redes de informática na linha de produção, tratando da relevância da rede no ganho de produtividade industrial. Tarsis defendeu que o relevante é projetar uma rede que suporte e garanta o funcionamento de forma segura de todos os dispositivos conectados. Ele afirmou, por exemplo, que a possibilidade de uso de redes sem fio se amplia com o recurso que os equipamentos ganham de eliminar interferências eletromagnéticas, até então um dos grandes problemas que apresentavam. Citou também as redes Ethernet, que estão se disseminando no chão de fábrica, mas sua utilização só será válida se ela for usada em sua totalidade, com todos os recursos que oferece", explicou. Outro desafio das redes de informática, segundo Tarsis, são os diferentes sistemas operacionais que podem ser usados por diferentes empresas.

Inovação, necessária e urgente

O Brasil precisa inovar, e com pressa. O alerta foi dado pelo presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte, na abertura do workshop. "Temos taxas de inovação menores do que os principais concorrentes internacionais", salientou. Segundo o empresário, "muitas empresas ainda tem a visão de que investir em inovação é adquirir máquinas e equipamentos", afirmou Côrte. Segundo o empresário, este aspecto ficou evidente no resultado de recente pesquisa realizada pela Federação das Indústrias (FIESC) em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento Extremo Sul (BRDE) e que colocou exatamente a aquisição de modernos bens de produção como o principal investimento em inovação pelas indústrias pesquisadas de 2012 a 2014. "É um quadro que não se alterou nos últimos dez anos", afirma Glauco José Côrte. O presidente da FIESC, observa, entretanto, que atualização tecnológica ganhou posições e hoje aparece como a segunda estratégia apontada nos empresários na pesquisa.

Côrte citou também pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)) que demonstram os baixos índices de inovação no país e que mostra que, de 2003 a 2005, menos de 2% das indústrias introduziram inovações de processos e cerca de 3,5% adotaram inovações em produtos.

Agenda da Inovação

O diretor regional do SENAI/SC, Sérgio Roberto Arruda, apresentou a Agenda da Inovação do Programa SENAI Mais Competitividade, um conjunto de 11 ações voltadas ao apoio da competitividade da indústria. A agenda compreende a instalação de oito institutos de tecnologia e dois de inovação, programas de inovação em parceria com a indústria, Escola Profissional do Futuro, pré-incubadora, apoio à produção de artigos científicos, entre outros.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun