Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 342  |  27.11 até 04.12.2013  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Com custos menores, cabotagem atrai cargas e cresce 20% ao ano


Legenda: Reuniões buscaram coletar sugestões da sociedade (Foto: Heraldo Carniei)
Com crescimento de 20% ao ano entre 2012 e 2014, a cabotagem (navegação mercante entre portos de um mesmo país) é o modal que mais rapidamente pode mudar a matriz de transporte brasileira. A análise é da especialista em logística Clara Rejane Scholles, da Pratical One, que realizou pesquisa sobre o tema com empresários catarinenses. A consulta é iniciativa da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), dentro do Plano de Mobilidade SC, que teve andamento na terça e quarta (dias 19 e 20), com seminários para coleta de sugestões da comunidade em Criciúma e Florianópolis, respectivamente.

Segundo Rejane, a cabotagem apresenta custos reduzidos, em especial para distâncias a partir de 1,5 mil quilômetros e para cargas que estejam a 200 ou no máximo 400 quilômetros de um porto. "Uma carga de Santa Catarina a Manaus por cabotagem pode ser 40% mais barata do que pela via rodoviária", afirma. Além disso, salienta, a cabotagem é o modal que menos exige investimentos em infraestrutura.

Ainda assim, enfrenta resistências. Segundo a pesquisa conduzida por Rejane, 51,8% dos empresários entrevistados afirmam que a cabotagem não atende os mercados de destino dos produtos. Os demais, no entanto, citam desconhecimento do modal (12,5%), excesso de burocracia (19,6%), custos não competitivos (1,8%) ou tempo de trânsito que não atende às necessidades da empresa (14,3%).

Rejane observa que os principais entraves à utilização da cabotagem ainda são de natureza cultural. "Ela exige planejamento de produção e de deslocamento de cargas diferentes dos exigidos no transporte rodoviário". Mas a especialista acredita no crescimento da participação da cabotagem na matriz de transporte. "Os preços são muito competitivos, enquanto o custo do transporte rodoviário apresenta tendência de elevação com aumento de preços de combustível e pedágios, deterioração das estradas, assaltos e avarias e a lei do descanso dos motoristas. As empresas vão acabar descobrindo a cabotagem", acredita.

Além disso, ela observa que o crescimento previsto até 2014 deve promover um circulo virtuoso, elevando os investimentos e atraindo mais cargas. Outras barreiras econômicas ainda persistirão, mas devem ser superadas com o tempo pelas exigências do mercado. Neste sentido, Rejane cita as dificuldades em relação às cargas fracionadas e a falta de empresas especializadas no transporte ponto a ponto (os operadores marítimos e rodoviários tentam manter o controle sobre as operações). Enquanto cargas catarinenses para os mercados de Salvador, Recife, Fortaleza, Belém ou Manaus são extremamente atrativas para a cabotagem, o mercado de São Paulo apresenta sérias restrições. "O Porto de Santos é muito caro e oferece dificuldades de entrada e saída de cargas", afirma Rejane.

Mobilidade SC

O presidente da Câmara para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Mário Cezar de Aguiar, destaca que o Plano de Mobilidade da FIESC "tem o objetivo de identificar os gargalos do transporte de cargas e passageiros e as possíveis soluções". Nas reuniões realizadas na semana passada em Criciúma e Florianópolis e antes em Joinville, Blumenau e Itajaí, a FIESC colheu sugestões dos usuários, empresas e instituições. Foram mais de 370 propostas, que serão agrupadas em necessidades de investimentos, planejamento, ações políticas e soluções locais. "Vamos encaminhar estas sugestões para os órgãos competentes, como indicações, não da federação e sim da sociedade catarinense", observa.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun