Newsletter Semanal do Sistema FIESC  |  nº 157  |  31.03 até 07.03.2010  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Censo sobre pessoas com deficiência constata baixa escolaridade


Presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa, e o vice-presidente para a região centro-norte, Gilberto Seleme, durante apresentação do censo (Foto: Ivonei Fazzioni)

O baixo nível de escolaridade é uma das barreiras que dificulta a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A conclusão foi obtida por meio da segunda etapa do censo demográfico que traçou o perfil socioprofissional das pessoas com deficiência nas cidades de Caçador, Calmon, Lebon Régis, Rio das Antas e Santa Cecília. O mapeamento faz parte do Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria, do SESI/SC, e é feito nos municípios de Santa Catarina em que há representatividade industrial e interesse dos empresários locais.

Em Caçador, o censo abrangeu 19.230 domicílios e constatou-se que 1,42% da população possui alguma deficiência. O grau de escolaridade dessas pessoas chamou a atenção, pois, segundo o levantamento, 32,95% são analfabetas e 50,05% têm o ensino fundamental incompleto. Neste município, 13,45% estão inseridos no mercado de trabalho. A cidade de Calmon, onde 977 domicílios foram pesquisados, possui 1,92% da população com deficiência. Desse total, 45,45% não têm escolaridade e 44,16% têm o ensino fundamental incompleto. Outra conclusão que se destacou foi o fato de que 51,95% não apresentam interesse em estudar e somente 11,69% trabalham.

Com 3.097 domicílios recenseados, Lebon Régis possui uma população de 1,25% de pessoas com deficiência e apenas 8,84% trabalham. Segundo o levantamento, 47,62% são analfabetos e 44,22% têm o ensino fundamental incompleto. Outra conclusão foi que 52,38% não têm interesse em estudar. Já a cidade de Rio das Antas, com 1.832 domicílios recenseados, possui uma população de 2,10% de pessoas com deficiência, sendo que 27,56% estão trabalhando. Neste município a falta de interesse pelo estudo foi ainda maior, um percentual de 62,20%, sendo que 26,77% do total de pessoas com deficiência são analfabetas e 53,54% têm o ensino fundamental incompleto. Em Santa Cecília, são analfabetos 28,65% de uma população de 1,25% pessoas com deficiência. Além disso, 54,17% não concluíram o ensino fundamental. O censo abrangeu 4.483 domicílios neste município e 10,94% das pessoas trabalham.

O presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa, diz que ao permitir identificar as pessoas com deficiência que podem ser inseridas no mercado de trabalho, a pesquisa é uma ferramenta importante para ajudar as empresas no processo de inclusão. A partir da realidade constatada no levantamento, o Sistema FIESC, por meio do SESI/SC, busca formas alternativas de integrar essas pessoas no mercado de trabalho. "O SESI Santa Catarina contribui com o fortalecimento da indústria e com o exercício da responsabilidade social por meio de uma rede de serviços integrados de educação, saúde, lazer e responsabilidade corporativa. O Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria é uma das ações que buscam garantir a efetiva inclusão social das pessoas com deficiência", fala a diretora de operações sociais do SESI/SC, Leocádia Maccagnan. O principal objetivo do projeto é elevar a escolarização, capacitar e auxiliar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Além da escolaridade, o censo levantou outras questões relativas ao processo de inclusão, como tipo e origem da deficiência, e recebimento de benefícios. "Apesar de algumas particularidades regionais os resultados do censo confirmam que a baixa escolaridade e a falta de qualificação profissional figuram como as principais barreiras para a inclusão profissional das pessoas com deficiência, mas igualmente, pela riqueza das informações, permite planejar ações concretas para minimizar essas e outras barreiras", diz a coordenadora do Centro de Tecnologia do Social do SESI/SC, Angélia Berndt.

O levantamento de dados foi realizado em nove municípios e cobriu 6,96% da população no estado. Para aplicar a pesquisa, os entrevistadores foram treinados pelo SESI/SC e instituição de pesquisa parceira no levantamento, a Universidade do Contestado. As cidades mapeadas nesta fase foram Jaraguá do Sul, Caçador, Calmon, Lebon Régis, Rio das Antas, Santa Cecília, São Bento do Sul, Rio do Sul e Rio Negrinho. Os resultados de Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Rio Negrinho e Rio do Sul serão apresentados também em março e abril. A terceira etapa do censo, que abrange Criciúma, Tubarão, Orleans, São Ludgero, Braço do Norte, Chapecó e Concórdia se inicia no começo do abril e cobrirá 9,69% da população do estado.

O censo já foi feito em Joinville, Blumenau, Brusque, Gaspar, Capinzal, Correia Pinto, Lages, Otacílio Costa e Ouro, e cobriu 19,51% da população do estado. Nesses municípios, o levantamento mostrou que o número de pessoas com deficiência é insuficiente para que as empresas cumpram a Lei de Cotas. Além disso, também foi constatado que o baixo nível de escolaridade dificulta a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho.

Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria

O censo faz parte das ações que constituem o Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência na Indústria, desenvolvido pelo Sistema FIESC, por meio do SESI/SC. O mapeamento é feito nos municípios de Santa Catarina em que há representatividade industrial e interesse dos empresários locais.

Em outra etapa do Programa de Inclusão, o SESI/SC mobiliza e sensibiliza indústrias e pessoas com deficiência. Após, há uma oferta de cursos de ensino fundamental e médio, ministrados na modalidade da Educação de Jovens e Adultos, com metodologia e salas de aula com recursos adequados a cada tipo de deficiência. Essas atividades já são oferecidas nos municípios catarinenses de São José, Joinville, Brusque, Blumenau, Videira, Caçador e Jaraguá do Sul, além de Marau, no Rio Grande do Sul.

Igualmente é oferecido o processo de qualificação profissional, para que as pessoas com deficiência melhorem suas condições de empregabilidade e se adaptem às necessidades das empresas. Essa ação é executada pelo SENAI/SC, parceiro do programa. Por fim, a inclusão nas indústrias é feita por meio de avaliação dos postos de trabalho do ambiente industrial, desenvolvimento de programas de valorização e gestão da diversidade nas empresas.  

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Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun