Dezembro/2013  |  nº 128  |  Dezembro  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
União Europeia tem novo Sistema Geral de Preferências
A UE divulgou no último dia 31 de outubro o seu novo Sistema Geral de Preferências (SGP) para os países em desenvolvimento mais necessitados, sistema que entrou em vigor em janeiro.

A publicação contém as preferências tarifárias específicas concedidas, no âmbito do SGP, na forma de tarifas reduzidas ou nulas, assim como os critérios finais para que os países em desenvolvimento possam ser beneficiados.

O novo sistema se concentra em menor número de países beneficiários para garantir um impacto maior aos mais necessitados. Ao mesmo tempo, será dado apoio intenso aos países que demonstrarem cumprir com maior efetividade as regras internacionais relativas a direitos humanos e de proteção ao trabalhador e do meio ambiente.

Esse novo SGP está previsto para iniciar com 89 países beneficiários: 49 países menos desenvolvidos no esquema "Tudo Menos Armas" (Everything But Arms - EBA) e 40 outros parceiros de renda baixa e média-baixa.
Os países compreendidos no esquema Everything But Arms que irão desfrutar de maiores oportunidades para exportar são:
• 33 da África (Angola, Burkina Faso, Burundi, Benin, Chade, Congo (República Democrática), África Central (República), Djibuti, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Ilhas Comores, Libéria, Lesoto, Madagascar, Mali, Mauritânia, Malaui, Moçambique, Níger, Ruanda, Sudão, Serra Leoa, Senegal, Somália, São Tomé e Príncipe, Togo, Tanzânia, Uganda e Zâmbia);
• 10 da Ásia (Afeganistão, Bangladesh, Butão, Camboja, Laos (República Popular Democrática), Maldivas, Myanmar/Birmânia (preferencias atualmente revogadas), Nepal, Timor-Leste e Iémen;
• 5 da Austrália e Pacífico (Kiribati, Samoa, Ilhas Salomão, Tuvalu e Vanuatu); e
• 1 do Caribe (Haiti).
Já os países de renda baixa ou media-baixa compreendem: Armênia, Azerbaijão, Bolívia, China, Cabo Verde, Colômbia, República do Congo, Ilhas Cook, Costa Rica, Equador, Geórgia, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Quirguízia, Ilhas Marshall, Micronésia, Mongólia, Nauru, Nicarágua, Nigéria, Niue, Paquistão, Panamá, Paraguai, Peru, Filipinas, El Salvador, Sri Lanka, Síria, Tajiquistão, Tailândia, Tonga, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e Vietnã.
Não serão mais beneficiados pelo novo SGP europeu:
• 33 países e territórios ultramarinos (principalmente territórios da UE que tem sua própria regulamentação de acesso ao mercado europeu, e portanto, não utilizam o SGP), para os quais a reforma será, no geral, neutra. Esse é o caso de: Anguilla, Antilhas Holandesas, Antarctida, Samoa Americana, Aruba, Bermuda, Ilha Bouvet, Ilhas Cocos, Ilhas Christmas, Ilhas Falklands, Gibraltar, Greenland, South Georgia, Ilhas Sandwich, Guam, Ilha Heard, Ilhas McDonald, British Indian Ocean Territory, Ilhas Cayman, Ilhas Mariana, Montserrat, New Caledônia, Ilha Norfolk, Polinésia Francesa, St. Pierre e Miquelon, Pitcairn, Saint Helena, Ilhas Turks e Caicos, French Southern Territories, Tokelau, United States Minor Outlying Islands, Ilhas Virgin, Wallis e Futuna, e Mayotte;
• 34 países que possuem acordos comerciais com a UE com cobertura de preferências substancialmente equivalente se comparado ao SGP. Esse é o caso dos seguintes países:
Euromed (6): Argélia, Egito, Jordânia, Líbano, Marrocos e Tunísia;
Cariforum (14): Belize, St. Kitts e Nevis, Bahamas, República Dominicana, Antígua e Barbuda, Dominica, Jamaica, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Barbados, Trinidad e Tobago, Granada, Guiana e Suriname;
Leste da África Austral (3): Seychelles, Maurícias e Zimbabwe;
Pacífico (1): Papua-Nova Guiné;
Acordo de Parceria Económica Regulamento de Acesso ao Mercado (8): Costa do Marfim, Gana, Camarões, Quénia, Namíbia, Botswana, Suazilândia e Fiji;
Outros (2): México e África do Sul;
• Países que foram classificados pelo Banco Mundial como sendo de economia de renda alta ou médio-alta nos últimos três anos, com base na renda nacional bruta (RNB), sendo eles:
8 países de renda alta (Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã, Brunei Darussalam e Macau); e
12 países de renda médio-alta (Argentina, Brasil, Cuba, Uruguai, Venezuela, Belarus, Rússia, Cazaquistão, Gabão, Líbia, Malásia e Palau).

Segundo a Comissão Europeia, uma queda limitada das exportações, na faixa de 1%, é esperada para muitos desses parceiros. De qualquer forma, mesmo quedas marginais de exportação de economias mais avançadas e maiores podem potencialmente proporcionar oportunidades significativas para os países mais pobres, cujas exportações são comparativamente muito pequenas. Para se ter uma ideia dessa realidade, uma queda de 1% nas exportações brasileiras para UE equivale a mais de 16 vezes a exportação total de Burkina Faso para a UE.

Recordamos, por fim, que em 2011, as importações preferenciais beneficiadas pelo SGP corresponderam ao valor de € 87 bilhões, o que representa cerca de 5% do total de importações da UE e 11% do total de importações da UE de países em desenvolvimento.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun