Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 445  |  20.01 até 27.01.2016  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Opinião: Transbordou, por Glauco José Côrte, presidente da FIESC


Presidente da FIESC, Glauco José Côrte. (Foto: Heraldo Carnieri)
Na semana passada, enquanto os catarinenses acompanhavam atônitos e constrangidos o noticiário sobre o desastre ambiental no balneário de Canasvieiras, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançava um estudo sobre o saneamento no Brasil. Os dados são igualmente vexaminosos.

Com o ritmo atual de investimentos, o Brasil levará mais quatro décadas para universalizar os serviços de abastecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto. Apenas 39% do esgoto é atualmente tratado no País. Em Santa Catarina, não chegamos a 20%, segundo o Instituto Trata Brasil. É menos, inclusive, que a média dos Estados do Nordeste (29%). Outro dado estarrecedor: mais de um terço da água que é tratada se perde, um desperdício que resulta em menos investimento para dar destino adequado ao esgoto.

Os principais entraves, segundo a CNI, são o excesso de burocracia, a falta de eficiência na aplicação de recursos e os problemas de gestão, o que eleva custos e onera o preço dos serviços. Em plena segunda década do século XXI, a situação do saneamento no País passou do limite. Transbordou. O episódio de Canasvieiras e o dramático diagnóstico nacional deixam claro que, por décadas, o setor público enterrou o assunto entre suas últimas prioridades.

São necessários R$ 275 bilhões para a universalização no País dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto, o que reduziria as despesas com o tratamento de doenças, uma vez que cada R$ 1 investido em saneamento representa uma economia de R$ 4 com saúde. Seria assegurada, também, a viabilidade das atividades ligadas ao turismo e a movimentação da economia.

Já passou da hora de enfrentarmos essa situação. E sem paliativos. A paralisia do Estado brasileiro, que não consegue investir em obras essenciais, revela que o setor privado precisa ser atraído para os investimentos em infraestrutura. Com regras claras e que não mudem do dia para a noite, além de agências reguladoras fortes e independentes, é possível transformar o calamitoso quadro atual numa oportunidade. Inclusive para a retomada do crescimento.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun