Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 474  |  10.08 até 17.08.2016  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
» Opinião: Defesa, indústria de oportunidades


Presidente da FIESC, Glauco José Côrte. (Foto: Fernando Willadino)
Relativamente pouco conhecida, embora próxima do dia a dia dos cidadãos, a indústria de defesa e segurança do Brasil é vasta em oportunidades do ponto de vista de novos negócios e desenvolvimento de tecnologias. Além das Forças Armadas, que reúnem Marinha, Exército e Força Aérea, o setor também é integrado pela segurança pública nas esferas estadual, federal e municipal, além da privada. É um complexo que mobiliza ampla cadeia de produtos e serviços: do coturno e feijão à munição, incluindo também bens de elevado conteúdo tecnológico.

Em recente reunião do Comitê da Indústria de Defesa da FIESC (Comdefesa), representantes do Exército informaram que só a diretoria de abastecimento da instituição, responsável pelas compras de alimentos, fardamento, combustível e munição, tem orçamento anual de cerca de R$ 1 bilhão.

Diversas empresas catarinenses, especialmente no segmento têxtil, já fornecem para o setor de defesa, mas temos potencial para ir muito além, em áreas como alimentos; têxtil e vestuário; mobiliário; material de escritório; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e eletrônicos; revestimentos cerâmicos e alta tecnologia, por exemplo. Por isso, a FIESC tem se empenhado em promover a aproximação da indústria catarinense com as demandas militares.

Não faltam motivos para os industriais ampliarem a atenção ao setor. O mercado mundial de defesa movimenta aproximadamente US$ 1,5 trilhão por ano. No Brasil, estima-se que esse mercado mobilize cerca de R$ 200 bilhões anuais, ou seja, 3,7% do PIB, segundo estudo da Fipe. No cálculo foram considerados os investimentos em defesa nacional e nas seguranças federal, estadual e privada. Somente o orçamento do Ministério da Defesa supera os R$ 70 bilhões.

São compras em grandes volumes. Muitos produtos exigem características específicas ou certificações. Mas a indústria catarinense tem qualidade de sobra para atender a essas exigências. E as empresas de bens e produtos de alto valor agregado podem contar com o apoio da rede de institutos SENAI de tecnologia e inovação. O setor de defesa é uma indústria de oportunidades que pode ajudar a induzir o desenvolvimento catarinense. Basta se preparar.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun