Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 553  |  28.03 até 4.04.2018  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
» Brasil pode crescer 4% em 2018, diz presidente do BNDES


Reunião do Conselho Estratégico foi realizada na segunda-feira (26) (foto: Marcos Campos)
Clique aqui e veja a cobertura fotográfica no Flickr da FIESC

O Brasil pode crescer 4% em 2018, estima o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que participou da reunião do conselho estratégico da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), na segunda-feira (26), em Florianópolis. "A recuperação desse ano, que se iniciou em 2017, é praticamente uma recuperação estatística. Uma parte desse resultado é da inflação abaixo da meta, que de um lado tem o agronegócio que jogou os preços dos alimentos para baixo, o que é um ganho para o consumidor, que tem a possibilidade de ir mais ao supermercado", explicou, acrescentando que houve também uma recuperação da indústria automobilística. Contudo, a demanda ainda está "bastante anêmica". "Por isso, a nossa recuperação é mais estatística do que qualquer outra coisa. Motivo pelo qual, há meses, tenho falado que acho perfeitamente plausível que o Brasil venha apresentar um crescimento de 4% esse ano", disse, explicando que, se o País estivesse com um crescimento vigoroso, depois de três anos de queda, no mínimo tinha que apresentar o crescimento de 2010, que foi de 7,5%. 

Para Rabello, é natural que, depois de um período de estagnação, uma economia que esteja mais ou menos organizada cresça na faixa de 6% a 7%, caso do Brasil. "A grande pergunta é por quanto tempo vai crescer 4%. Será que temos um País organizado para uma sucessão de 4%? A minha resposta é que não temos. Esse é o drama. E esse é o problema que temos que enfrentar num planejamento mais a longo prazo", sugeriu.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, apresentou um panorama da economia catarinense e observou os índices positivos registrados em 2017 em indicadores como vendas industriais (2,8%), produção (4,5%), exportações (12,1%) e importações (21,4%). "Segundo o Banco Central, Santa Catarina cresceu 4,2% no período. É quatro vezes mais do que a média brasileira", declarou, salientando que outro dado positivo foi o saldo de empregos. A indústria de transformação encerrou o ano passado com saldo positivo de 12,4 mil vagas. "Lideramos a geração de empregos na indústria de transformação no País", relatou. Além disso, o nível de desocupação do Estado é o mais baixo entre as unidades da federação (6,3%).

Ainda em relação ao emprego, no primeiro bimestre do ano, o setor de transformação catarinese acumula saldo positivo de 20,1 mil vagas. "De acordo com o Banco Central, o Estado teria crescido quase 6% em janeiro de 2018 comparando com janeiro de 2017. "Portanto, estamos crescendo o dobro do País. Enfim, o ano começou bem para Santa Catarina, puxado sobretudo pelo desempenho da indústria", disse Côrte.

Em sua apresentação, o presidente do BNDES também defendeu a execução de reformas e classificou a tributária como a "mãe das reformas". "Este é um País que precisa da sua transformação tributária. Quando definitivamente implantada, terá um impacto pelo menos igual ao que teve o Plano Real com a estabilização da moeda. Será um verdadeiro Plano Real dos impostos", afirmou, salientando que é difícil implementar. Por isso, na opinião dele, é necessário debater o tema no plano político. "A reforma precisa ser enfrentada em 2019", reforçou, lembrando que, caso contrário, o País seguirá com baixo crescimento do PIB.

Rabello de Castro também salientou que para o País melhorar, precisa criar convergência entre as regiões, ampliar a estrutura produtiva e a infraestrutura que, segundo ele, hoje não passa de 50% do total da infraestrutura necessária para o estágio atual de desenvolvimento.

Agenda para infraestrutura: Na reunião, o 1º vice-presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, apresentou a Agenda Estratégica da Indústria para Infraestrutura e destacou que Santa Catarina demanda, por ano, até 2021, investimento de R$ 5,1 bilhões, entre recursos federais e estaduais, para manter e ampliar a infraestrutura de transporte nos modais rodoviário (R$ 2,85 bilhões), ferroviário (R$ 1,8 bilhão), aeroviário (R$ 95,5 milhões) e aquaviário (R$ 342,6 milhões). Ele ressaltou que para o Brasil crescer de forma sustentável precisa de uma infraestrutura adequada e não é diferente em Santa Catarina. "O bom desempenho econômico do Estado está mais relacionado ao empreendedorismo do povo catarinense do que propriamente às condições de infraestrutura. Temos uma preocupação grande com a questão dado que na composição dos custos a infraestrutura tem um peso significativo", disse.

Instituto da Indústria:
durante a reunião também foi apresentado o Instituto da Indústria, que recebeu investimento de R$ 15 milhões e trabalha no desenvolvimento de inovações para o setor. A estrutura, de 3,3 mil m², localizada no Sapiens Parque, em Florianópolis, foi entregue em março e abriga o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados e o Centro de Inovação SESI em Tecnologias para Saúde.

 

Veja aqui todas as notícias

COFEM manifesta-se contra título de cidadão catarinense a Lula

SC integrará estratégia que busca salto na educação básica

Indústria de SC lidera geração de vagas do setor no País

Dia da Família na escola propõe reflexão sobre projeto de vida

» Brasil pode crescer 4% em 2018, diz presidente do BNDES

» Confiança do industrial de SC mantém-se estável em março

» SC tem certificado inédito na produção de aves

» Plano aeroviário e política para o setor desafiam SC

» Seminário debate negócios entre SC e Emirados Árabes

» Aeronáutica debate cooperação com SENAI/SC

» Empresários de Blumenau conhecem trabalho da FIESC

» General é homenageado pela aproximação com a indústria

Veja aqui - Todas as notícias

Facebook Twitter Linkedin Flickr

Observatório

Indústria e competitividade

Guia da Indústria FIESC

Saiba mais

FIESC

SENAI

SESI

IEL

Prêmio FIESC de Jornalismo

e-Social





Federação das Indústria do Estado de Santa Catarina

Departamento Regional - Fone 48 3231 4100

Rod. Admar Gonzaga 2765 - Florianópolis/SC - 88034-001

Gerência de Comunicação

Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun