Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 558  |  2.05 até 9.05.2018  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Opinião: O pão nosso de cada dia, por Glauco José Côrte


Presidente da FIESC, Glauco José Côrte. (Foto: Marcus Quint)
A passagem do Dia do Trabalho nos faz pensar sobre as razões que levam o Brasil amargar, ainda, um desemprego tão contundente, após erros recentes cometidos sem o necessário zelo com a coisa pública. Segundo dados divulgados pelo IBGE, o desemprego avançou e hoje a nação abriga 13,7 milhões de desempregados. Em função disso, o País tem hoje o menor número de trabalhadores com carteira assinada desde 2012.

Na raiz do problema, uma economia que não consegue se mover na velocidade que gostaríamos. O Brasil precisa de investimentos que só ocorrem quando o empresariado percebe condições seguras para se desenvolver e gerar emprego e renda. As condições para investir dependem do ambiente empresarial.

Reunião recente do Conselho de Economia da FIESC evidenciou que os empresários queixam-se da dificuldade de acesso ao crédito. Garantias demasiadas, burocracia, disponibilidade de recursos e as condições de financiamento restringem a capacidade de investimento das empresas. Mais grave ainda, e conforme destacado no jornal Valor de 25 de abril, o alto custo dos empréstimos se deve ao spread, a diferença entre o que os bancos pagam ao captar os recursos e o que cobram ao repassá-los aos tomadores.

Segundo estudo da CNI, o spread no Brasil é 14 vezes mais caro do que em outros países com economias similares à nossa. A diferença entre o spread atual e o que existia no Brasil de 2012 a 2014 fará com que, de 2017 a 2022, as pessoas físicas gastem mais de R$ 1 trilhão para pagar os empréstimos contraídos ano passado. São recursos que se fossem alocados no consumo ajudariam a movimentar a economia e dinamizar os investimentos.

O setor bancário alega que os custos para se oferecer recursos é alto devido, principalmente, à inadimplência. Contudo, o estudo da CNI evidencia que há 64 países com inadimplência maior do que a nossa e spreads bem menores.

O desenvolvimento existe quando todos os setores atuam em harmonia. A função principal dos bancos é promover o desenvolvimento, gerar lucro para os detentores de seus capitais e contribuir para que as empresas possam expandir e contratar mais gente para a produção. Gente que, com o pão de cada dia garantido, possa ir ao mercado adquirir os bens e serviços gerados pelo setor produtivo.

A harmonia do desenvolvimento se consegue pelo diálogo, pela constatação de que a prosperidade é possível quando todos perceberem que o Brasil unido é capaz de gerar muito mais ordem e progresso.

Veja aqui todas as notícias

Opinião: O pão nosso de cada dia, por Glauco José Côrte

Neste domingo (6), SESI promove Corrida do Bem em Joinville

Ao ministro da Cultura, FIESC destaca ações voltadas ao tema

Jovens reúnem-se para traçar estratégias de engajamento juvenil

» Empresários de SC visitam feira em Hannover

» Jovens participam da 1ª aula do Novos Caminhos

» FIESC aborda Programa Operador Econômico Autorizado

Facebook Twitter Linkedin Flickr

Observatório

Indústria e competitividade

Guia da Indústria FIESC

Saiba mais

FIESC

SENAI

SESI

IEL

Prêmio FIESC de Jornalismo

E-Social





Federação das Indústria do Estado de Santa Catarina

Departamento Regional - Fone 48 3231 4100

Rod. Admar Gonzaga 2765 - Florianópolis/SC - 88034-001

Gerência de Comunicação

Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun