Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 585  |  7.11 até 14.11.2018  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
» Novos Caminhos é apresentado em seminário no TST


Grupo de SC durante seminário em Brasília
Durante seminário no Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizado em outubro, em Brasília, a FIESC apresentou o Programa Novos Caminhos e abordou o tema aprendizagem. O diretor do SESI/SC no Vale do Itapocu, Jefferson Galdino, disse que o objetivo da aprendizagem é dar a oportunidade do primeiro emprego a jovens na idade adequada "O curso é diferenciado porque esses jovens ficam meio período no SENAI e meio período numa empresa", explicou.

Nelson Matheus participou de um dos programas da FIESC em parceria com outras entidades, o Novos Caminhos. Filho de pais com problemas com drogas, Nelson passou por várias dificuldades: perdeu seu pai, foi abandonado pela mãe e teve de cuidar de dois irmãos menores, passou fome, foi ameaçado por traficantes, ficou sem lar e superou os problemas com a ajuda dos estudos, da aprendizagem e de pessoas bondosas que passaram por seu caminho.

"Sou filho adotivo de um casal homoafetivo que cuida de mim como meus pais de sangue não conseguiram", relatou Nelson, que passou no vestibular para Engenharia Elétrica. "A educação me ajudou a ser uma pessoa melhor e quero ser professor e ajudar outras pessoas a serem melhores também".

O procurador do trabalho Ronaldo José de Lira, vice-coordenador nacional da Coordenadoria da Infância do Ministério Público do Trabalho (MPT), explicou que a Constituição da República, que completa 30 anos, foi bem clara em relação à proteção integral da criança e do adolescente. No entanto, as estatísticas revelam mais de 230 mortes e 24.745 acidentes de trabalho graves nessa faixa etária no período de dez anos. "Se não tivermos a sensibilidade para mudar a cultura do trabalho infantil, não iremos avançar", afirmou. "Precisamos colocar nossas crianças na escola e fazer com que tenham um aprendizado decente e seus direitos constitucionais respeitados", concluiu

Rede de proteção

No final do evento, a ministra Kátia Arruda, presidente da Comissão do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e de Estímulo à Aprendizagem, disse que não se pode mais fechar os olhos para uma situação que permite que crianças e adolescentes sejam exploradas e violentadas. Segundo ela, somente com a criação de uma rede de proteção grande, forte e efetiva, formada por entidades, empresas e sociedade, será possível combater o trabalho infantil e a violência e estimular a aprendizagem. "Acho que só assim poderemos fazer um projeto de nação melhor", afirmou.

Com informações do TST

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun