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Engessamento de contas públicas impede retomada da economia

 

:: Economista do Santander Rodolfo Margato destaca perspectivas para a área econômica no país:



O governo brasileiro tem liberdade para decidir sobre 9% de seu orçamento. Os outros 91% dos recursos são destinados a despesas obrigatórias, tecnicamente chamadas de não discricionárias, que incluem os desembolsos com o funcionalismo. Esse engessamento das contas públicas é um dos principais entraves à recuperação econômica brasileira, conforme análise do economista do banco Santander Rodolfo Margato. Em palestra durante reunião da diretoria da FIESC, na sexta (28), em Florianópolis, ele destacou o desequilíbrio estrutural no país entre receitas e despesas públicas, para o qual existem duas alternativas: o aumento de impostos ou a redução de gastos.

"Há um consenso no Brasil, felizmente, de que o aumento de impostos não é o mais favorável; nossa carga tributária já é muito elevada e complexa. Então a outra opção é a contenção de despesas. Daí a necessidade de reformar a previdência e de uma reforma de ‘RH' do Estado brasileiro". Segundo Margato, é urgente a "contenção da trajetória, que também é insustentável, dos salários do funcionalismo público". Conforme o economista, a previdência responde por quase metade das despesas públicas obrigatórias."Quando adicionamos o funcionalismo público, o pagamento de salários, isso chega a 75%. Não à toa acaba sobrando pouco para a saúde, para a educação e para os investimentos públicos, que hoje representam 0,5% do PIB", disse.

O reequilíbrio fiscal e a recuperação do mercado de trabalho são os dois grandes desafios da economia brasileira, analisa o economista, que observa, por outro lado algumas variáveis positivas, como a balança comercial, inflação sob controle, bem como as taxas de juros baixas em comparação com o histórico do país. "A política fiscal é o calcanhar de Aquiles da macroeconomia brasileira", disse. A reforma da previdência, o programa de desestatização e a reforma tributária são, na opinião do economista do Santander, os grandes pilares para a retomada do crescimento. "Estamos confiantes numa boa evolução da agenda econômica, ainda que reconhecendo incertezas e ruídos de curto prazo", disse. Ele estima que até setembro a reforma de previdência esteja concluída e que, em 2020, será realizado um programa de desestatização.

O economista ressaltou que a projeção para o crescimento do PIB para 2019 é de 0,8%. O valor é modesto, na sua opinião, por causa do desequilíbrio fiscal e também devido à recessão na Argentina e à tragédia de Brumadinho.

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Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun