Newsletter Semanal do Sistema FIESC  |  nº 209  |  30.03 até 06.04.2011  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Empresas podem fornecer 50% das peças utilizadas em navios


Gerente executivo de logística da Petrobras, Ricardo Albuquerque, afirmou que a empresa deve investir US$ 224 bilhões (Foto: Dâmi Radin)
Empresas brasileiras de pequeno e médio portes podem fornecer 50% das peças utilizadas na construção de navios usados para a exploração de petróleo e gás, segundo dados apresentados durante workshop que debateu as oportunidades da cadeia do petróleo. No evento, promovido pela FIESC e pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), na quarta-feira, dia 23, o superintendente de tecnologia da ONIP, Aluízio Nóbrega, disse que as oportunidades desse setor não estão somente nos produtos de alta tecnologia, mas também nos itens de menor valor agregado que podem ser produzidos internamente.

Nóbrega afirmou que um dos obstáculos ao desenvolvimento das pequenas e médias como fornecedoras desse segmento são as certificações internacionais, que tem um custo elevado. Segundo ele, já está se buscando apoio do governo para garantir recursos para as certificações, assim como já ocorre com os investimentos para pesquisa e desenvolvimento do setor.  

O diretor da RBNA, entidade que trabalha com o registro de navios e aeronaves, Luiz Mattos, afirmou que o principal requisito para atender às demandas o Brasil já tem que é a qualidade dos produtos, mas as regras de certificação para a indústria naval seguem normas internacionais e são diferentes das tradicionais como a ISO 9000.

"Esse mercado é global. Não dá para ser fornecedor só de um armador do Brasil. Tem que se preparar para o mercado mundial. O país tem todos os ingredientes para se inserir nesse nele", destacou Mattos, durante palestra.

O engenheiro naval do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) Carlos Padovezi, afirmou que as empresas têm uma "oportunidade de ouro" como fornecedora da cadeia de petróleo e gás, pois há uma grande demanda de embarcações, plataformas e sistemas. "Há uma demanda garantida por mais de décadas, com a disposição de produzir o máximo possível dentro do país, só falta uma resposta da indústria", afirmou ele.

Padovezi salientou que na década de 70, o país tinha uma indústria naval forte, mas isso se perdeu. A retomada se deu a partir de 2000, quando se iniciou a construção de embarcações de apoio, aquelas que levam cargas até as plataformas de petróleo.

Os concorrentes do Brasil nessa área são empresas asiáticas. Os grandes estaleiros e fornecedores são da China, Japão e Coréia. Padovezi lembra que o Brasil tem a vantagem de ter a demanda e uma decisão de se produzir o máximo possível no próprio país, desde que o produto não seja mais caro do que os dos fornecedores internacionais. "A demanda é forte, mas o desafio é reduzir custos e manter a qualidade internacional dos produtos. Uma forma de fazer isso é ter próximo a indústria de fornecedores de peças e componentes", afirmou ele.

O gerente executivo de logística da Petrobras, Ricardo Albuquerque, falou que o plano estratégico da empresa prevê investimentos de US$ 224 bilhões até 2014. Desse total, US$ 120 bilhões são para a área de produção e exploração de petróleo e gás. Ele afirmou que até 2016 a companhia deve ter uma frota de 450 embarcações de apoio. Hoje, há 240 em operação. Já há um processo de licitação em andamento para a contratação de 146 embarcações. Segundo ele, há uma tendência de a Petrobras firmar contrato com empresas brasileiras porque dessa forma a companhia consegue ter um contrato de longo prazo. Os contratos com empresas internacionais precisam, por lei, ser revistos anualmente.

Albuquerque afirmou que as embarcações de apoio, muitas vezes, são mais caras do que um navio petroleiro. Esse equipamento faz operações complexas, que exige peças de alta qualidade para reduzir o risco de acidente em alto-mar.

Fornecedoras de SC: A Weg, de Jaraguá do Sul, é fornecedora de itens para embarcações de apoio desde 2003. Segundo o chefe da área naval e de tração elétrica da empresa, Marcos Menezes, as vendas ao segmento de óleo e gás representam 3% do faturamento da companhia, que hoje é de R$ 5 bilhões.

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Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun