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Aumentar | DiminuirDuplicação da BR-101 só acaba depois de 2013, mostra estudo da FIESC

Henry Quaresma, Alcantaro Corrêa, Cassildo Maldaner e Raul Zulcato (crédito: Guilherme Ternes)
- Levantamento também conclui que obras especiais como túneis, pontes e viadutos - muitos sequer iniciados - atrasarão entrega da duplicação.
- Fator mais preocupante é o fim de todos os contratos com as empreiteiras no final deste ano. Como eles não podem mais ser renovados por questões legais, FIESC defende celeridade nas novas licitações.
- Agilidade na execução das obras ao longo deste ano é fundamental para viabilizar tráfego nos trechos que estão mais avançadas
Florianópolis, 21.05.2009 - A Federação das Indústrias (FIESC) divulgou nesta quinta-feira (21) estudo realizado pelo consultor Ricardo Saporiti, contratado para avaliar as obras de duplicação do trecho Sul da BR-101. O engenheiro, que tem ampla experiência em obras de infra-estrutura e trabalhou na pavimentação da rodovia - no início da década de 1970, percorreu os 248,5 quilômetros entre Palhoça e o Rio Grande do Sul para fazer a análise encomendada pela FIESC, denominada Avaliação Expedita das Obras de Duplicação da BR 101/SC - Sul. "A conclusão é que a obra só termina depois de 2013, e deve atrasar ainda mais caso haja problemas contratuais", diz o estudo. A FIESC encaminhou nesta quinta-feira ofícios e cópias do estudo ao Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes, ao ministro dos transportes e à ministra-chefe da Casa Civil.
O trabalho mostra obras abandonadas e a existência de uma série de obras especiais como túneis, pontes e viadutos atrasadas. Mas a principal questão levantada refere-se aos prazos dos contratos para execução dos trabalhos que vencem até janeiro de 2010 (veja a tabela abaixo). "O que mais nos preocupa é o fato de os contratos com as empreiteiras estarem terminando e não poderem ser renovados por questões legais. Todos sabemos do tempo necessário para realizar qualquer processo licitatório, com as tradicionais contestações e atrasos", diz o presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa. Com isso, obras como o acesso principal a Criciúma Sul, Maracajá Sul, Ermo, Turvo, Sombrio, Santa Rosa do Sul e São Cristóvão correm o risco de não começarem ou de não serem concluídas até o final dos atuais contratos.
Ainda de acordo com o estudo, neste momento é preciso que se faça um planejamento rigoroso, priorizando a conclusão das obras inacabadas, que inviabilizam a utilização de trechos que já estão pavimentados e prontos. O atraso na execução de pontes e viadutos, por exemplo, impedem a execução total dos serviços de pavimentação das obras. Com isso, o trânsito precisa ser desviado para vias laterais.
Segundo o trabalho, entre as obras que ainda não foram licitadas no trecho entre Itapirubá e Capivari percebeu-se a ausência de máquinas e trabalhadores nos viadutos e passagens. "Como o prazo em contrato para término da obra expira em dezembro deste ano, é preocupante a situação do trânsito entre os quilômetros 320 e 329,5".
Outra questão crítica levantada pelo estudo são grandes obras que sequer foram licitadas, como a Ponte e viaduto de acesso nas travessias de Cabeçudas e Canal Laranjeiras e o Túnel do Morro do Formigão (veja detalhes no quadro abaixo). A conclusão total das obras relacionadas devem ocorrer, na melhor das hipóteses, no primeiro trimestre de 2013. "Esta previsão se concretizará caso não haja impedimentos técnicos ou administrativos que possam prejudicar o andamento dos processos de conclusão dos projetos técnicos e trâmites licitatórios", afirma o estudo.
Os túneis previstos para o Morro dos Cavalos (duas galerias) e para o Morro do Formigão ainda estão em fase de conclusão de seus projetos. O custo das duas obras é estimado em R$ 53 milhões. O complexo das travessias de Cabeçudas e Canal Laranjeiras, em Laguna, que também tem seus projetos em fase de conclusão, tem custo estimado em R$ 400 milhões. Estas três obras, que ainda precisam ser licitadas, devem custar cerca de R$ 453 milhões. Dados da Comissão Mista da União (período 2004-2009) mostram que dos R$ 1,69 bilhão previstos no Orçamento Geral da União para a duplicação da BR-101, somente R$ 827 milhões foram efetivamente pagos, isso representa cerca de 49% do previsto. Dos R$ 230 milhões previstos para 2009, nada foi executado até o dia 7 de maio.
O consultor: Ricardo Saporiti é engenheiro civil graduado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Paraná. Iniciou sua carreira profissional na Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab). Atualmente é sócio-gerente da Saporiti Engenharia. Já atuou no Departamento de Estradas de Rodagem de Santa Catarina e na supervisão de obras do Ministério da Educação (MEC). Entre os trabalhos realizados por Ricardo estão a implantação parcial da BR- 101, trecho entre as cidades de Imbituba e Florianópolis, a construção da estrada estadual SC- 401, trecho entre Florianópolis e o Distrito de Santo Antonio de Lisboa (SC) e a implantação e pavimentação da Avenida Governador Ivo Silveira, em Florianópolis.
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Obra |
Estimativa conclusão dos projetos |
Tempo estimado para conclusão da obra |
Estimativa de conclusão da obra |
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Túnel e viaduto de acesso ao Morro dos Cavalos |
Quarto trimestre de 2009 |
cerca de dois anos e meio |
Quarto trimestre de 2012 |
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Túnel no Morro Agudo (obras em execução) |
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terceiro trimestre de 2010 |
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Ponte e viaduto de acesso nas travessias de Cabeçudas e Canal Laranjeiras |
Terceiro trimestre de 2009 |
cerca de dois anos e meio |
Terceiro trimestre de 2012 |
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Túnel do Morro do Formigão
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Quarto trimestre de 2009 |
Cerca de dois anos e meio |
Primeiro trimestre de 2013 |
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Cortornos de Araranguá (obras em execução) compreende os serviços de construção da ponte sobre o rio Araranguá e um viaduto para transpor a região de solos moles |
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Quarto trimestre de 2010 |
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Elmar Meurer
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Presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, fala sobre a iniciativa de fazer o estudo
Alcantaro Corrêa fala sobre as ações a serem implementadas pela Federação
Entrevista com o consultor Ricardo Saporiti sobre o estudo da BR 101
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