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A+ a-FIESC avalia prejuízos provocados pelas chuvas em SC
Alcantaro Corrêa, presidente do Sistema FIESC (foto: Elmar Meurer)
Florianópolis, 24.11.2008 - Comprometimento da malha logística do estado, falta de gás natural e ausência de trabalhadores que não conseguiram chegar aos seus locais de trabalho são alguns dos problemas sentidos pelo setor industrial catarinense em decorrência do excesso de chuvas, em levantamento preliminar realizado pela Federação das Indústrias (FIESC) nesta segunda-feira.
Um dos setores mais atingidos é o cerâmico, que vai parar fábricas na noite desta segunda-feira em decorrência da falta de gás natural, devido ao rompimento do gasoduto Bolívia - Brasil no Vale do Itajaí. Como Santa Catarina e Rio Grande do Sul dependem exclusivamente do gás boliviano, o rompimento representa a total interrupção no fornecimento a partir do ponto do acidente. Santa Catarina possui 150 indústrias consumidoras de gás natural, que respondem por 77,5% do gás usado no estado (1,7 milhão de metros cúbicos no mês de setembro).
O problema logístico também afeta as empresas. "As principais rodovias foram afetadas, com registro de problemas em BRs como a 101, a 282, a 280, a 470, além da SC 401. Isso significa dificuldades para receber insumos e para escoar a produção, fato agravado por problemas registrados no porto de Itajaí, onde berços que recebem os navios foram prejudicados", diz o presidente do Sistema FIESC, Alcantaro Corrêa, preocupado com as dificuldades que deverão ser sentidas para solucionar os problemas provocados pelas chuvas. "Serão necessários vários dias para termos uma noção mais clara sobre a dimensão dos prejuízos. Por isso faremos uma pesquisa com as indústrias do estado para que possamos ter uma avaliação mais precisa até o final da semana", acrescenta.
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Elmar Meurer e Ivonei Fazzioni
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