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A+ a-FIESC pede soluções urgentes para problemas decorrentes da chuva
Florianópolis, 25.11.2008 - A Federação das Indústrias (FIESC) encaminhou nesta terça-feira uma série de documentos a autoridades federais e estaduais solicitando ações emergenciais para solução dos problemas decorrentes do excesso de chuvas em Santa Catarina.
Em ofício encaminhado ao Ministério do Trabalho, a entidade defende a liberação dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para as pessoas atingidas.
Em outro documento ao governo federal, a Federação pede a liberação emergencial de recursos para a recuperação do Porto de Itajaí, que teve um de seus berços de atracação destruído. Segundo informações preliminares recebidas pela FIESC, a recuperação do berço levaria pelo menos seis meses para ser realizada. A indústria aguarda um diagnóstico mais preciso sobre avarias em outros berços e em toda a estrutura do porto, mas a preocupação é grande porque de janeiro a outubro o porto registrou exportações e importações que somaram US$ 10,2 bilhões. Considerando a média diária desse período, cada dia de porto parado significa que deixam de ser movimentados US$ 33,5 milhões. Itajaí respondeu por aproximadamente metade do valor da movimentação portuária catarinense de janeiro a outubro. O porto responde por 60% da movimentação de carnes refrigeradas do país e é o segundo do país em movimentação de contêineres do país.
"O cenário da logística é muito grave porque não restam muitas alternativas às empresas. No caso das exportações, por exemplo, o acesso a outros portos é difícil devido à interrupção das rodovias. E, mesmo que as empresas conseguissem chegar até lá, dificilmente conseguiriam encaixar suas cargas nas linhas disponíveis", diz o presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, que tratou da situação do estado com a direção da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em reunião nesta terça-feira, em Brasília.
Em ofício à Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e à Petrobras, a sua controladora, a FIESC pede esforço para minimizar o tempo para o restabelecimento do fornecimento em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, interrompido em decorrência do acidente com o gasoduto Bolívia - Brasil em Blumenau. "A possibilidade de ficarmos 20 dias sem o combustível obriga empresas como as cerâmicas, que já enfrentavam dificuldades devido ao preço do gás, a darem férias coletivas. A fábricas já pararam e, segundo estimativa do sindicato do setor, o Sindiceram, o prejuízo decorrente dessa paralisação é de R$ 7 milhões por dia", disse Corrêa.
Outras duas medidas solicitadas pela FIESC foram a liberação emergencial de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às empresas catarinenses e a postergação, por 30 dias, no prazo para recolhimento de impostos estaduais e federais. O objetivo é minimizar as dificuldades de fluxo de caixa das empresas, que já vinham sentindo os efeitos da crise financeira.
Na reunião de diretoria da CNI, foi realizado um minuto de silêncio em solidariedade ao povo catarinense.
Elmar Meurer
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