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A+ a-FIESC quer mais seis meses para programa especial da Celesc

Davi Lima, da Aneel, Albano Schmidt, da FIESC, e Sérgio Alves, da Celesc (Crédito: Maycon Stähelin)
Florianópolis, 23.04.2009 - A Federação das Indústrias (FIESC) quer que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prorrogue por seis meses a vigência do Programa Energia Especial Horo-Sazonal Verde e Azul da Celesc para o horário de ponta. O tema foi discutido nesta quinta-feira (23) em reunião da Câmara de Energia da federação, com a participação do superintendente de regulação econômica da Aneel, Davi Antunes Lima, do presidente da Celesc, Sérgio Alves, e de cerca de 150 empresários de todo o estado.
A Aneel mudou recentemente o tratamento contábil da receita proveniente do Programa Energia Especial da Celesc, o que inviabilizou financeiramente, para a Celesc, a continuidade do programa. Nele, a distribuidora catarinense vende energia elétrica mais barata nos horário de maior consumo para 1.229 empresas cadastradas. Como o aumento da conta de energia para esses consumidores será muito grande com o fim do programa, a FIESC pediu à Aneel, por meio de ofício entregue no final da reunião da Câmara de Energia, esse prazo de seis meses para que as empresas tenham tempo para se adaptar a nova realidade tarifária. A federação também encaminhou ofícios com a mesma solicitação ao governo de Santa Catarina, que é o acionista controlador da distribuidora de energia estadual.
Para o presidente da Câmara de Energia da FIESC, Albano Schmidt, o principal problema foi a rapidez com que a medida foi anunciada e implementada - as empresas foram notificadas pela Celesc no início de abril de que as novas tarifas seriam aplicadas já a partir de maio. "O impacto do fim do Programa Energia Especial da Celesc no custo dessas empresas, praticamente todas de pequeno e médio porte, é muito grande, especialmente nesse momento em que todos sofrem com a crise econômica mundial e muitos ainda se recuperam das perdas causadas pelas chuvas no final de 2008", afirmou o presidente da Câmara de Energia da FIESC, Albano Schmidt.
Lima, da Aneel, explicou na reunião que a agência fez as mudanças no Programa Energia Especial da Celesc, bem como em outros semelhantes vigentes em outros estados, porque essa energia mais barata para um pequeno grupo de empresas constitui-se em um subsídio para essas companhias selecionadas. Isso gera um custo extra que acaba sendo arcado pelos demais consumidores.
Diversos empresários deram depoimentos, durante a reunião na FIESC, das dificuldades que estão passando em função da repentina mudança nas tarifas de energia. Dois executivos afirmaram que suas indústrias já estão parando a produção durante algumas horas do dia, no período em que a energia passou a ser mais cara. Outros falaram em reduzir a produção e demitir funcionários, caso a tarifa seja aumentada de imediato. "A maioria das empresas não tem condições de suportar esse aumento tão grande e repentino na tarifa de energia, elas precisam de alguns meses para se preparar e se adaptar", destacou Schmidt, da FIESC.
Lima disse que a Aneel está sensível ao pleito das indústrias catarinenses, principalmente levando em consideração o momento difícil que o setor já vive em função da crise econômica. "Vou levar o pleito da FIESC à diretoria da Aneel, acredito que esse prazo que as empresas estão pedindo pode ser atendido, para que elas tenham tempo para se adaptar", disse.
Maycon Stähelin
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Albano: Qual o principal problema com o fim do o Programa Energia Especial da Celesc?
Albano: O que a FIESC está sugerindo para minimizar esses impactos?
Albano: Quem são os mais afetados por essas mudanças?
Davi Lima: Porque o Programa Energia Especial da Celesc não pode continuar?
Davi Lima: O que a Aneel pode fazer para minimizar o impacto do fim desse programa?
Sérgio Alves: O que a Celesc pode fazer para amenizar o impacto desse aumento?
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