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A+ a-Mecanismos de desenvolvimento limpo ganham cada vez mais importância
Florianópolis, 18.11.2009 - O compromisso brasileiro de reduzir até 2020 de 36,1% a 38,9% as emissões de gases causadores do efeito estufa abre novas possibilidades para as empresas que tenham projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), afirmou o engenheiro e consultor do Banco Mundial Francisco Maciel, durante seminário sobre Mercado de Carbono, realizado pela FIESC, nesta quarta-feira (18).
Em relação às metas de compromisso adotadas pelo governo, a indústria poderá contribuir com projetos de eficiência energética, projetos de energia renovável, aumento do uso de biombustíveis e biomassa, disse Maciel. Para ele, na Convenção do Clima de Copenhague, que ocorrerá em dezembro, deverá sair um novo acordo internacional nesta área, já que o Protocolo de Quioto deve terminar em 2012. Mesmo que o atual protocolo não seja renovado, ele acredita que os projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo ganharão cada vez mais importância, por ser um modelo já conhecido e adotado em muitos lugares do mundo.
Maciel explicou que o anúncio do governo no dia 13 de novembro de fixar metas de redução, de forma voluntária, criou um mercado que o país não tinha. "A nossa grande dificuldade agora será escolher onde vender os projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo - no Brasil ou para outros países, e quem definirá isso serão os preços pagos pelo mercado", disse.
Segundo o engenheiro, 75% dos gases de efeito estufa emitidos pelo Brasil vêm do uso do solo (desmatamento). Dados do Ministério de Ciência e Tecnologia, instituição que controla este mercado no país, mostram que atualmente, Santa Catarina é o quarto estado que mais tem projetos de mecanismo de desenvolvimento limpo no Brasil. No cenário global, o país tem 165 dos cerca de dois mil projetos de MDL reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
No evento, o Sistema FIESC colocou à disposição das empresas consultores na área ambiental para identificar as oportunidades deste mercado.
Dâmi Cristina Radin
Assessoria de Imprensa do Sistema FIESC
48 3231-4670 / 48 8421-4080
damicr@fiescnet.com.br
Consultor do Banco Mundial, Francisco Maciel - Quais oportunidades o mercado de carbono oferece ás indústrias?
Consultor do Banco Mundial, Francisco Maciel - Como está a questão dos projetos de mecanismo de senvolvimento limpo hoje no país?
Consultor do Banco Mundial, Francisco Maciel - Como é o mercado de MDL hoje?
Consultor do Banco Mundial, Francisco Maciel - Quais as expectativas para o encontro de Copenhague?
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