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Abertura do mercado japonês atesta qualidade da agroindústria, avalia FIESC

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Publicado em: 10/06/2013
Abertura do mercado japonês atesta qualidade da agroindústria, avalia FIESC
Encontro foi realizado na manhã desta segunda-feira (10), na sede da FIESC, em Florianópolis (foto: Fernando Willadino)

Florianópolis, 10.06.2013 - Em três anos, Santa Catarina conseguiu abrir três importantes mercados para exportação de carne suína. Depois de China (2011) e Estados Unidos (2012), o governo do Japão autorizou a entrada de produtos feitos no Estado. Além de ser o maior importador desse tipo de produto no mundo (1,2 milhão de tonelada em equivalente a carcaça), o país também é o mais exigente quanto às características sanitárias. Segundo avaliação do presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Glauco José Côrte, a permissão serve como aval à qualidade dos produtos de origem animal originados no Estado, o que pode ajudar a abrir mais mercados.

"Após mais de uma década de negociação, o importante, além do próprio mercado japonês, é que essa abertura é um atestado de sanidade para que outros países, como os europeus, sigam o Japão e passem a comprar os produtos catarinenses", avalia o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. "Exportar para o Japão é uma forma de agregar valor ao que é produzido, assim como ocorreu no setor avícola. Isso vai ter um efeito importante na pauta de exportações e pode desencadear novos investimentos no setor", completa.

A FIESC sediou painel sobre o tema na manhã desta segunda-feira (10), em Florianópolis, com a presença do governador Raimundo Colombo, e do cônsul-geral do Japão para a região Sul do Brasil, Yoshio Uchiyama. O encontro foi realizado em conjunto com o Governo de Santa Catarina e com o Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne).

Segundo Côrte, o próximo passo é trabalhar questões como o tipo de produto que o Japão vai demandar e o que precisa ser feito para aproveitar as oportunidades de negócios. O Estado também tem como desafio garantir a competitividade dos preços de suas mercadorias diante dos praticados por outros países. "Nós temos que ser competitivos na disputa com os Estados Unidos e enfrentamos problemas como os custos da ração, dos portos e do trabalho. Ou seja, apesar da abertura do mercado, não podemos ficar de braços cruzados. As empresas terão que fazer um grande esforço de racionalização e eficiência para ocupar um espaço importante", afirma Côrte. "Temos um bom produto e precisamos tornar isso efetivo", acrescenta.

O cônsul-geral, Yoshio Uchiyama, disse que Santa Catarina foi o primeiro caso onde uma região do país recebe a liberação. Em regra, o Japão só autoriza a abertura de mercado quando todo o país tem status sanitário. "Isso significa que os produtos são seguros e confiáveis para o Japão. Espera-se que essa liberação contribua para maior entrosamento econômico. Para o Japão, a diversificação da origem de fornecedor é desejável e importante para o abastecimento do produto", disse. Ele espera que a importação ocupe participação significativa. "Não podemos ter previsão de volume de importação, porém, como o Japão importa diversos produtos agrícolas do Brasil, com excelente aceitação dos consumidores, a carne deve ter a mesma aceitação", acrescentou.

O governador, Raimundo Colombo, afirmou que a habilitação do Estado pelo Japão significa ganho social, econômico e desenvolvimento. "O mercado japonês tem muita estabilidade e compra um tipo de corte que agrega valor. Vamos ter um ganho extraordinário no aumento da produção e também na capacidade de elevar a produção porque tem um mercado seguro", afirmou. "É uma revolução no mercado de carnes. Esse setor vai ter grande expansão e melhoria na produção", destacou.

O acesso aos mercados do Japão, Estados Unidos e China foi possível graças ao status de região livre de aftosa, que foi obtido por Santa Catarina a partir do trabalho realizado em parceria entre todas as partes envolvidas no setor. Além dos produtores de suínos e a fiscalização e apoio de órgãos governamentais, a indústria também contribuiu com a manutenção do Instituto Catarinense de Sanidade Animal (Icasa), que conseguiu o comprometimento e conscientização na cadeia produtiva para a continuidade do status de zona livre de aftosa.

Santa Catarina é o Estado brasileiro que mais exporta carne suína, tendo vendido a outros países um total de 207,7 mil toneladas em 2012, que representaram a geração de US$ 540 milhões em divisas ou 25% da produção nacional. Em relação a 2011, Santa Catarina registrou aumento de 13% em toneladas embarcadas e 7% em valor. O conjunto dos produtos relacionados à carne suína situa-se na quarta posição na pauta de exportação catarinense, sendo responsáveis por 6 % do valor total vendido ao exterior.

O Estado possui 8,5 mil criadores, que praticam a suinocultura tecnificada e fazem parte do sistema de produção integrada. Ao todo, são produzidas cerca de 800 mil toneladas por ano.

Também participaram do evento: o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarne), Clever Pirola Ávila; o presidente da Federação da Agricultura (FAESC), José Zeferino Pedrozo; o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Produtoras e Exportadoras de Carne Suína (ABIPECS), Rui Vargas; o superintendente substituto do Ministério da Agricultura, Luiz Gustavo Balena Pinto; o secretário da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, a vice-consul do Japão para a região Sul, Nana Kawamoto; o segundo secretário da Embaixada do Japão no Brasil, Kentaro Morita; o deputado estadual Antônio Aguiar; e o ex-deputado Odacir Zonta.



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