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Opinião: Segurança no trabalho pede transição sólida

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Publicado em: 19/07/2013
Opinião: Segurança no trabalho pede transição sólida
(Crédito: Alex Kosev/Shutterstock)
Com a evolução do processo industrial cresceu a importância e a preocupação com a segurança e saúde no trabalho. São questões que, além da obrigação legal, constituem, em muitos casos, diferenciais de competitividade para as empresas, as quais, mais do que nunca, precisam de bons ambientes de trabalho para que seus profissionais possam exercer todos os seus talentos.

A indústria, bem como as empresas dos demais setores, tem a obrigação de proporcionar um local de trabalho adequado e corrigir imediatamente as situações de insegurança. Contudo, uma série de normas regulamentadoras, as chamadas NRs, do Ministério do Trabalho e Emprego, têm trazido dificuldades na sua aplicação, inclusive para as companhias que já se envolvem com a questão há muito tempo.

As NRs apresentam referências técnicas, princípios e medidas de proteção, visando à segurança do trabalhador e estabelecem requisitos para prevenção de acidentes e doenças. Mas elas nem sempre são claras e precisas, além de, muitas vezes, estabelecerem prazos insuficientes para a sua implementação. Muitas vezes, como é o caso da NR 12, que trata de máquinas e equipamentos, contêm minúcias excessivas que requerem grande esforço e investimentos incompatíveis com a sua finalidade originária.

Assim, sem jamais perder de vista a segurança do trabalhador, é necessário que se revisem esses regulamentos e, além disso, que se estabeleça processo de transição para cumprimento das novas exigências. Nem sempre é possível realizar todas as alterações num estalar de dedos. É fundamental que sejam consideradas questões como a disponibilidade dos fabricantes para oferta das novas máquinas e o cronograma financeiro de investimentos, além de medidas complementares de treinamento para fortalecer o processo de transição. Como sabemos, educação e segurança andam sempre juntas.

Assim, as NRS deveriam considerar um diagnóstico e um cronograma para a efetivação das mudanças, dentro de critérios técnicos, preferencialmente com a participação de organizações voltadas à qualificação profissional, segurança e saúde do trabalhador, como o SENAI e o SESI. O histórico da empresa no campo da segurança também precisaria ser considerado.

Para migrar de um ambiente seguro para um que propõe maior segurança ainda, o aperfeiçoamento das NRs é medida que se impõe, dado que a sua aplicação exige bom senso e razoabilidade.


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