Newsletter Semanal Sistema FIESC  |  nº 145  |  23.12.2009 a 13.01.2010  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
FIESC defende divulgação de cronograma da 101 Sul pelo DNIT


Engenheiro Ricado Saporiti e vice-presidente da FIESC, Glauco José Côrte, na avaliação da BR 101 (Foto: Guilherme Ternes)

A Federação das Indústrias (FIESC) defende que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) divulgue o cronograma físico dos serviços remanescentes nas obras de duplicação do trecho Sul da BR 101. "O cumprimento dessa determinação, dada em maio pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, é uma importante iniciativa para assegurar maior transparência e permitir que a população saiba como está o planejamento e quando, efetivamente, cada trecho será entregue ao tráfego", disse o 1º vice-presidente da FIESC, Glauco José Corte, que nesta terça-feira acompanhou o engenheiro Ricardo Saporiti, autor de estudo sobre as obras, e jornalistas em viagem pela rodovia.

O objetivo da entidade é chamar atenção para a necessidade de resolução de uma série de problemas que comprometem os prazos de entrega. Conforme estudo divulgado na sexta-feira passada pela FIESC, com apoio do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/SC), a duplicação, incluindo as obras de arte como viadutos, pontes e túneis, não ficará pronta antes de 2014. O consultor, que realizou um primeiro levantamento para a entidade em maio, voltou a avaliar as obras neste mês e constatou que o ritmo das atividades segue preocupante, com diversas obras importantes sequer iniciadas, o que vai provocar gargalos no trânsito da rodovia. Em maio, o trabalho da FIESC considerava viável concluir a obra em 2013.

"Além da questão das vidas que se perdem na rodovia, a duplicação é urgente em função da importância da rodovia para a logística do estado e do país. A FIESC tem insistido que a infraestrutrua deve ser prioridade porque ela afeta nossos custos. Assim, a BR 101 é um ponto determinante para a competitividade catarinense e um entrave para o crescimento. A solução para os entraves logísticos ganha ainda mais relevância num momento de retomada da economia, como o que se inicia agora", disse Côrte. "Os trabalhos no trecho Sul da BR 101 também precisam ganhar celeridade porque a atual situação da rodovia compromete o desenvolvimento dessa região, que perde investimentos em função dessas deficiências", completou Côrte. 

Conforme o estudo, são preocupantes não apenas os trabalhos de construção das novas pistas, mas os gargalos que importantes obras de arte, como túneis e pontes, representarão após a conclusão do trabalho de duplicação. No primeiro levantamento, realizado pela FIESC em maio, esses gargalos, obras de grande porte que sequer foram contratadas, eram três. Agora são cinco: túnel duplo de 1,3 quilômetro e viaduto de acesso de 180 metros no Morro dos Cavalos; viaduto de acesso e ponte estaiada de 2,8 quilômetros na travessia de Cabeçudas e Canal Laranjeiras; túnel simples de 700 metros sob o Morro do Formigão; elevado de 1,7 quilômetro para transposição do banhado no contorno de Araranguá (não previsto inicialmente) e reforço na ponte antiga de 340 metros sobre o Rio Tubarão, que não consta nos contratos vigentes.

A preocupação da FIESC decorre dos trâmites necessários para execução desses trabalhos, que constituirão a segunda fase de obras, por eles serem caros e complexos. "Parte dessas obras depende de projeto executivo, licenciamento ambiental e licitação, para depois enfrentar dois anos e meio de período de construção", disse o presidente da FIESC, Alcantaro
Corrêa, na sexta-feira, quando o estudo foi apresentado na sede da entidade. Ele acrescentou que, em função disso, os problemas para o fluxo rodoviário persistirão ao longo dos próximos anos.

Além desses gargalos que constituirão a segunda fase da obra, os trabalhos da primeira etapa também são preocupantes, conforme o estudo da FIESC. Das 62 passarelas previstas, foram executadas apenas três, restando 95,2% por fazer. Dos 11 viadutos simples previstos, foram executados cinco. No caso dos viadutos duplos, estão prontos 13 dos 27, enquanto outros nove estão em obras (Santo Amaro da Imperatriz, Furadinho, Mirim, Imbituba Sul, Capivari de Baixo (Vila Flor), Tubarão, Morrotes, Criciúma e Banhado de Araranguá). Das 53 passagens inferiores apenas metade está pronta (27).

No caso das pontes novas, estão prontas 23 das 30 previstas, enquanto das obras de reforço e alargamento das antigas foram executadas apenas três das 21 previstas. Com relação ao trecho de pista duplicado, estão prontos 139 quilômetros dos 238,5 previstos, restando 41,7% por entregar. Já dos trabalhos de restauração da pista antiga, estão prontos apenas 67 dos 238,5 quilômetros, com mais 71,7% por entregar. "Essa é uma questão essencial, porque parte dos trechos tem apenas o acréscimo da segunda pista, sem que a pista velha tenha sido recuperada. E essa é uma etapa muito importante", disse Saporiti.

O consultor também registrou sua preocupação com relação aos prazos de realização dos trabalhos de construção já contratados dos segmentos adjacentes ao norte do futuro túnel do Morro dos Cavalos, ao Sul do túnel do Morro Agudo, da variante nas proximidades da Cova Triste (km 259), cabeceiras da ponte sobre o Rio Araçatuba, segmento nas adjacências sul e norte do acesso a Laguna, segmento entre os km 344 (Posto Osório) e 349 (Posto São Bernardo), acessos ao viaduto duplo do Banhado de Araranguá, construções de pontes sobre o Rio Araranguá, implantação e pavimentação das obras do "Contorno de Araranguá" e obras - com respectivos acessos - das passagens inferiores na região de Sombrio.

A íntegra do estudo da BR 101 está disponível para download no portal Fiescnet, no endereço http://www.fiescnet.com.br/ (banner na parte inferior direita da página).

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun