Newsletter Semanal do Sistema FIESC  |  nº 292  |  21.11 até 28.11.2012  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
País deve melhorar qualidade do investimento na educação


Côrte durante o evento do Movimento a Indústria pela Educação, em Joinville (Foto: Elmar Meurer)

A baixa escolaridade é um dos principais motivos para a produtividade pequena do trabalhador da indústria do Brasil e, por isso, um dos maiores problemas para a competitividade do setor. A questão foi levantada nesta segunda-feira (19) pelo presidente do Sistema FIESC, Glauco José Côrte, em Joinville, durante o primeiro evento da série iniciada nesta semana pelo Sistema FIESC para levar a todas as regiões do Estado o Movimento a Indústria pela Educação. A iniciativa pretende estimular a indústria a apoiar a formação dos trabalhadores do setor, além de elevar fortemente a oferta de serviços educacionais das entidades do Sistema FIESC, que planejam registrar 800 mil matrículas até 2014.

"O problema da educação não é o volume de investimento. Considerando os parâmetros da OCDE, investimos o suficiente. O problema está na qualidade desse investimento", disse Côrte. "A produtividade é questão fundamental para o crescimento. Enquanto no Brasil o crescimento se dá pelo aumento do emprego, hoje nos Estados Unidos 75% do crescimento ocorre baseado na produtividade", acrescentou, lembrando que um trabalhador americano produz cinco vezes o que produz o brasileiro.

Por isso o presidente da FIESC fez um apelo para que os industriais estimulem seus trabalhadores a aproveitarem as oportunidades que estão sendo oferecidas pelo Sistema FIESC. "Nos ajudem, pois em um momento como o atual, em que vivemos o pleno emprego, a procura pelos cursos cai. Nós assumimos o compromisso de devolver um profissional pronto e qualificado para trabalhar na indústria dentro desse novo ambiente econômico e tecnológico que vivemos", destacou.

A forma como a educação pode contribuir para a mudança do quadro foi abordada no evento pelo membro da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, Mozart Neves. Ele chamou a atenção para a necessidade de também deixar claro para o trabalhador que ele tem muito a ganhar com a qualificação. "Um ano a mais de escolaridade representa 15% de ganho no salário", disse.

Para que a indústria de Santa Catarina possa crescer no ritmo esperado até 2015, será preciso contar com um contingente de 461,5 mil trabalhadores com formação profissional adequada. A estimativa é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e consta na pesquisa Mapa do Trabalho Industrial 2012. Essa necessidade produzirá oportunidades em 177 ocupações, que vão desde trabalhadores da indústria de alimentos (cozinheiros industriais) e padeiros até supervisores de produção de indústrias químicas e petroquímicas. Segundo dados da RAIS, cerca de 400 mil trabalhadores das indústrias de Santa Catarina não têm escolaridade básica completa.

Ao final do evento, diversas empresas de Joinville assinaram o termo de adesão ao Movimento, se comprometendo a apoiar ações de educação relacionadas a seus trabalhadores. As indústrias poderão contribuir, por exemplo, oferecendo infraestrutura necessária para a realização de formação dentro da empresa, promovendo o acesso a cursos e premiando os trabalhadores que continuam seus estudos, entre outras ações. A adesão também pode ser realizada por meio do site www.fiescnet.com.br/aindustriapelaeducacao.

Confira a programação dos próximos eventos regionais do Movimento A indústria pela Educação

21/11 - Jaraguá do Sul: (Rua Jorge Czerniewicz, 160)
22/11 - Blumenau: Tabajara Tênis Clube (Rua Alwin Schrader, 415, Centro)
28/11 - Criciúma: Centro de Eventos Germano Rigo (Rod. Luiz Rosso, 2500 - Primeira Linha)
29/11 - Chapecó: Salão Nobre do Lang Palace Hotel (Rua Sete de Setembro, 150 D, Centro)
03/12 - Lages: Serrano Tênis Clube (Av. Dom Pedro II, 579, Coral)
04/12 - São José: Unidade SENAI São José (Rod. BR 101 - Km 211 - Área Industrial)

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Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun