Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 339  |  06.11 até 13.11.2013  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Indústria lança agenda nacional pela melhoria da educação


Côrte representou industriais no lançamento do projeto Educação para o Mundo do Trabalho (Foto: José Paulo Lacerda)
A falta de trabalhador qualificado continua sendo um dos fatores inibidores do crescimento industrial para 74% das indústrias, segundo sondagem especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 1761 indústrias brasileiras. Por isso, a entidade lançou na quarta-feira (30), em Brasília, uma agenda nacional que insere a educação entre as prioridades do País. O projeto Educação para o Mundo do Trabalho será realizado em parceria com as Federações de Indústrias de todo o País.

O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, representou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, na abertura do encontro. Ele destacou a relevância de ações como esta para assegurar a construção de um País mais inovador, sustentável e competitivo. "A iniciativa da CNI estabelece um diálogo visando ao avanço econômico, político e social. Estamos atuando incansavelmente pelo aumento da competitividade da nossa indústria, e isso passa pela qualificação contínua dos nossos trabalhadores", enfatizou. "A classe empresarial aponta a educação como o principal insumo para o crescimento do País e considera fundamental o aperfeiçoamento do sistema educacional. Conclamo todos a fazer parte dessa missão pelo bem do Brasil", completou Côrte.

A pesquisa da CNI mostrou que 65% dos empresários têm problemas para encontrar profissionais capacitados. Entre eles, 81% dizem que a maior dificuldade para qualificar os empregados é a baixa qualidade da educação básica. A realidade está também descrita na posição do Brasil em algumas avaliações internacionais. O ranking Global de Competitividade 2013/2014 (do Fórum Econômico Mundial) coloca o país em 136º entre 148 nações no quesito qualidade da educação de matemática e ciências.

O entendimento da CNI é que a baixa qualidade da educação básica, a reduzida oferta de ensino profissional e as deficiências no ensino superior limitam a capacidade de inovar das empresas e sua produtividade, com impactos significativos sobre a competitividade. O Educação para o Mundo do Trabalho é um desdobramento disso. "Se o quadro atual da educação não mudar, a falta de qualidade do trabalhador vai se tornar um entrave para o crescimento do país", comenta Rafael Lucchesi, diretor de Educação e Tecnologia da CNI. O projeto segue a mesma linha do Movimento A Indústria pela Educação, liderado pela FIESC.

Educação para o Mundo do Trabalho

O plano é voltado especialmente aos trabalhadores da indústria, aos jovens do ensino médio e às pessoas entre 18 e 24 anos que não estudam e não trabalham. O que se busca é oferecer a esses grupos da população caminhos para o desenvolvimento pessoal e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade do trabalho no Brasil. "A escola brasileira precisa mudar, dialogar mais com o jovem e prepará-lo para o trabalho. E essa preparação é mais complexa do que simplesmente anos de estudo", afirma Rafael Lucchesi.

A proposta do projeto é melhorar a educação para 16,4 milhões de pessoas, das quais 8,7 milhões são jovens que estão no ensino médio e outros 2,1 milhões fora da escola e sem emprego, além de 5,6 milhões de trabalhadores da indústria. Desses últimos, 81 mil são analfabetos, 2,6 milhões têm ensino fundamental incompleto, 1,8 milhão têm ensino fundamental completo e 1,1 milhão tem ensino médio incompleto.

As ações seguirão quatro linhas:

1. Promoção da melhoria do nível de escolaridade básica do trabalhador industrial;
2. Promoção da educação profissional como forma de ampliar a qualificação do trabalhador industrial;
3. Aproximação entre o jovem e o mundo do trabalho;
4. Reversão do desalento dos jovens aproximando-os da escola e do trabalho.

Essas diretrizes surgiram ao longo das discussões estaduais, entre agosto e setembro deste ano, que contaram com a participação de 1,4 mil especialistas em educação, empresários, gestores da área, professores, pais e alunos.

Com o objetivo de fortalecer a mobilização, em maio de 2014, a CNI lançará o Prêmio Educação para o Mundo do Trabalho. O objetivo é destacar os principais resultados obtidos ao longo do primeiro ano do projeto, que busca resultados imediatos para acelerar iniciativas de médio e longo prazos de governos e outras organizações para melhorar a educação.

Veja aqui todas as notícias

FIESC inaugura unidade do SENAI em Joaçaba

Crescimento e redução da pobreza dependem da produtividade

Indústria lança agenda nacional pela melhoria da educação

FIESC desenvolve ações para prevenção ao uso de drogas

» Programa de crédito para inovação será lançado na FIESC

» Abertas inscrições para missão aos Emirados Árabes

» Palestra em Chapecó aborda inovação nas empresas

» FIESC debate desafios da indústria com sindicatos do Vale

» SESI capacita professores e discute ensino a distância

» Estudantes de Joinville realizam intercâmbio nos EUA

» FIESC apoia publicação sobre gastronomia catarinense

Facebook Twitter Linkedin Flickr

Observatório

Indústria e competitividade

Guia da Indústria FIESC

Saiba mais





Federação das Indústria do Estado de Santa Catarina

Departamento Regional - Fone 48 3231 4100

Rod. Admar Gonzaga 2765 - Florianópolis/SC - 88034-001

Gerência de Comunicação

Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun