Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 345  |  18.12 até 25.12.2013  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Indústria de SC tem ano de desafios e projeta 2014 ligeiramente melhor


Presidente da FIESC, Glauco José Côrte, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça (17) (Foto: Filipe Scotti)

Em um ano marcado por aumentos na inflação e nos juros, a indústria catarinense registra crescimento de 2% em produção e vendas até outubro. O avanço na produção, no entanto, não foi suficiente para se recuperar do recuo de 2,9% registrado no mesmo período do ano passado. Entre os segmentos que tiveram as maiores altas na produção em 2013 estão metalurgia básica, vestuário e celulose e papel. No faturamento, a elevação ocorreu a despeito da queda nas exportações, sendo impulsionado pelo consumo interno. Merecem destaque neste indicador os setores de veículos automotores e autopeças e produtos de metais, sendo que ambos estiveram entre os maiores recuos de 2012. Estes dados foram apresentados pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, em entrevista coletiva à imprensa nesta terça-feira (17).

O dado positivo do balanço é a criação de emprego. A indústria catarinense de transformação foi a segunda maior geradora de postos de trabalho no Brasil em 2013. Até outubro, foram abertas 38,7 mil vagas, o que representa alta de 6% sobre o registrado no mesmo período de 2012. Todos os 12 setores industriais registraram alta. Mas, em números absolutos, os maiores geradores de emprego foram os setores têxtil e vestuário, com 12 mil novas vagas, e madeira e móveis, com 4,6 mil.

"Este investimento mostra a expectativa do industrial catarinense na recuperação da economia no próximo ano", afirmou Côrte.

Com aumento de 2% na produção e de 0,9% no número de horas pagas, a produtividade do trabalho registra elevação de 1,2% no ano. O indicador é impulsionado pelos setores de metalurgia básica e vestuário e acessórios. Já as maiores quedas de produtividade foram verificadas em borracha e plástico e máquinas e equipamentos.

Somando US$ 7,982 bilhões até novembro, as exportações catarinenses têm queda de 3,1% sobre o registrado no mesmo período de 2012. Entre os dez produtos mais exportados pelo Estado, os maiores recuos estão concentrados nos segmentos de motocompressores elétricos e carnes e carcaças de suínos. Já as importações estão em alta. Com US$ 13,629 bilhões, os desembarques estão 1,73% superiores aos registrados em 2012. Os produtos com maior alta são automóveis e fios de poliéster. Assim, a balança comercial superou, já em novembro, o déficit recorde registrado no ano passado inteiro. Nos 11 primeiros meses de 2013, o saldo está negativo em US$ 5,647 bilhões, contra os US$ 5,629 bilhões de 2012.

2014 - O setor industrial catarinense projeta para 2014 um desempenho ligeiramente melhor que o registrado neste ano, mas sem grandes aumentos nos indicadores. Espera-se nas indústrias o impacto do aumento no preço dos insumos importados e uma desaceleração nos reajustes salariais ao longo do ano. Também estão previstos o desaquecimento do mercado de trabalho e a diminuição da oferta de crédito. Por outro lado, o dólar valorizado tende a gerar ganho nas exportações.

Outro fator que pode influenciar positivamente o desempenho da indústria é a implementação dos projetos federais de melhoria da infraestrutura. "É um plano ambicioso. Se o governo conseguir executar suas etapas previstas, incluindo as ferrovias, teremos condições de crescer em 2014 até um pouco mais do que em 2013", afirmou Côrte.

A indústria de alimentos, principal segmento industrial de Santa Catarina, segundo o valor de transformação, vê sinais de retração do mercado interno para 2014, mas aposta na ampliação das vendas para o mercado japonês, que neste ano se abriu aos produtos do Estado, após anos de negociação.

Com a diminuição do mercado interno de automóveis de passeio neste ano, a aposta da cadeia automobilística para 2014 é na continuidade da recuperação do setor de ônibus e caminhões. Mesmo assim, não há certeza sobre a sustentação da demanda no segmento.

A indústria têxtil deve seguir com alta nos custos e baixa produção, como vem registrando nos últimos anos. A de vestuário, que se expandiu em 2013 graças ao mercado interno, deve manter o viés positivo em 2014, mas sem grandes elevações.

Nacionalmente, dados do Banco Central apontam para alta de 2,1% no PIB em 2014, sendo que o setor industrial deve acelerar um pouco mais: 2,25%. São esperados ainda inflação de 5,92% (IPCA), mais próxima do teto da meta, dólar na casa de R$ 2,40 e uma forte elevação no saldo da balança comercial, dos estimados US$ 1,25 bilhão em 2013 para US$ 7,45 bilhões no próximo ano.

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Institucional:Elmar Meurer

Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun