Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 532  |  11.10 até 18.10.2017  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
» Indústria debate mudança nas regras para petróleo e gás


Reunião do Comitê foi realizada na quarta-feira (4), em Florianópolis (foto: Filipe Scotti)
Representantes de empresas fornecedoras de equipamentos do setor de petróleo e gás e de entidades ligadas ao segmento defenderam o fortalecimento do Movimento Produz Brasil, durante reunião do Comitê de Petróleo e Gás da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em reunião na quarta-feira (4), em Florianópolis. O Movimento é formado por um grupo de 14 instituições, entre elas, a FIESC, que busca valorizar o setor produtivo e garantir a competitividade entre fornecedores nacionais e internacionais do setor.

O diretor-executivo de petróleo, gás, bioenergia e petroquímica da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Alberto Machado, alertou para as mudanças nas regras de conteúdo local propostas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que afetam empresas brasileiras fornecedoras de equipamentos. Ele salientou que diversos países têm política de conteúdo local. Como exemplo, citou a Arábia Saudita que tem piso de 70%. "Agora seria hora de dar ênfase ao conteúdo local. O Brasil tem força de trabalho, curva de aprendizado vencida e estaleiros prontos. Tem tudo isso. Seria a hora de retomar o nosso desenvolvimento", disse, lembrando que o setor teve um salto de 2008 a 2014, mas, nos últimos anos, sofreu retração, muito influenciada pela redução dos investimentos do setor.

"Entre as causas do declínio estão a forte queda do preço do barril de petróleo e as investigações de combate à corrupção, diz o coordenador do Comitê, Edgar Cardoso Silva. Ele acrescentou que é preciso ver um Brasil melhor, sem corrupção, mas que também é necessário haver uma saída para a retomada dos negócios. Ele disse ainda que houve uma "alteração brutal" nas regas de conteúdo local. Antes o percentual exigido para uma plataforma era 55% e agora caiu para 25%, comparou.

Na terça-feira (3), a ANP realizou, no Rio de Janeiro, audiência pública que debateu a resolução que trata da isenção de cumprimento da obrigação, ajustes de percentual e transferências de excedente de conteúdo local. A proposta prevê que contratos de concessão de áreas de petróleo e gás firmados desde 2005, quando foi realizada a sétima rodada de licitações, poderiam ser contemplados pelas novas regras.

"Dizimamos uma indústria em dez anos", afirmou Marcelo Campos, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais e Offshore da Abimaq. Ele informou que em 2014 os estaleiros no País empregavam 82 mil trabalhadores - agora são cerca de 30 mil. De 2007 a 2016 foram entregues 739 embarcações com financiamento do Fundo de Marinha Mercante, com valor contratado de R$ 21,2 bilhões. "A produção estava de vento em popa", resumiu, ressaltando que o futuro não é "sombrio", pois com o crescimento da população, aumenta o comércio entre os países e boa parte é feito pelo mar. Ele também disse que países com políticas industriais fortes e bem posicionadas têm estaleiros fortes, pois estão na espinha dorsal da política, e citou como exemplos Japão, China e Coreia do Sul que dominam esse mercado.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun