Newsletter Semanal da FIESC  |  nº 575  |  29.08 até 5.09.2018  |  FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA
» Inovação foi determinante para setor têxtil de Portugal


Braz Costa destacou que o Citeve atua também na busca de novas cadeias de fornecimento para as empresas têxteis. Foto: Filipe Scotti
A melhoria da performance das empresas têxteis de Portugal, a modernização do maquinário e o investimento em recursos da indústria 4.0 foram fatores decisivos para que o setor alavancasse suas vendas e sua participação no comércio do mundo. A experiência de Portugal foi relatada por António Braz Costa, diretor do Citeve, um dos mais conceituados centros de pesquisa da área têxtil e do vestuário na Europa. Ele participou na segunda-feira (27) da reunião da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda, na FIESC, em Florianópolis.

Braz Costa retratou o setor têxtil e de vestuário de Portugal nos últimos anos, destacando que o centro tecnológico foi criado pelas empresas com a missão de melhorar a competitividade da indústria. "O grande desafio era elevar a qualidade dos produtos, montar laboratórios, oferecer serviços de avaliação da qualidade e de assistência técnica às empresas para revolver suas demandas", afirmou, detalhando o início da cultura de inovação no setor. "Portugal sofreu com a ampliação do comércio para a Ásia. Para enfrentar essa situação, nos tornamos mais rápidos em nossas respostas. Hoje, há centenas de empresas com lead time (tempo que transcorre desde que a encomenda é feita até que o produto chegue ao cliente) de duas semanas", acrescentou.

O diretor do Citeve lembrou que o avanço no setor só foi possível porque a infraestrutura das empresas estava pronta para enfrentar os efeitos do mercado. "Portugal está exposto ao mercado global, com fronteiras abertas. Portanto tudo o que acontece nos países vizinhos tem impacto no nosso", afirmou. A produção para moda (fast fashion) e para casa (cama, mesa e banho) ainda lideram as vendas em Portugal, mas há áreas em crescimento: esporte, proteção individual, automóveis e saúde. "Portugal não é necessariamente um país que desenvolve equipamentos, mas tem que ser um dos primeiros a adotar essas tecnologias da chamada Indústria 4.0", completou, destacando que Portugal investe em novos materiais, funcionalidades e aplicações para os produtos.

O Citeve possui centro tecnológico, de certificação, laboratórios e escola para formar tecnólogos para o setor. Os laboratórios realizam mais de 550 análises e recebem anualmente 70 mil amostras para testes. Cerca de 600 produtos já foram certificados pelo centro. Em 2019, implanta um centro tecnológico em Marrocos.

O presidente da Câmara, Cláudio Grando, afirmou que a experiência europeia é referência para indústria da moda de Santa Catarina. "O encontro fomentou oportunidades de parceria e desenvolvimento tecnológico. Vimos o caminho que Portugal fez nas últimas décadas e podemos aprender com quem já fez. Vão surgir parcerias de desenvolvimento de serviços e tecnologias que podem auxiliar bastante a indústria catarinense", avaliou.

Na reunião, o especialista Juliano Pacheco falou sobre as tendências do setor, segundo o Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC). Marcos Lichtblau, presidente da Câmara de Máquinas Têxteis e de Confecção da ABIMAQ, relatou sobre a Febratex, realizada em Blumenau de 21 a 24 de agosto.

Em Santa Catarina, o setor têxtil e de confecção gera 160 mil empregos, sendo o setor que mais gera postos de trabalho no Estado, com maior concentração no Vale do Itajaí. A indústria têxtil possui 9,4 mil estabelecimentos e ocupa a 10ª posição entre os setores exportadores.

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Edição:Filipe Scotti e Dâmi Radin

Reportagem:Dâmi Radin, Elida Ruivo, Ivonei
Fazzioni e Gabrielle Bittelbrun