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FIESC debate economia das regiões Oeste e Sul

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Publicado em: 19/03/2014
FIESC debate economia das regiões Oeste e Sul
Reunião foi realizada na sede da FIESC, em Florianópolis (foto: Filipe Scotti)
Florianópolis, 19.3.2014 - Um estudo realizado pela Unesc, de Criciúma, mostrou os setores que mais têm impacto sobre a economia do município com base no valor da produção. Dentre eles estão artefatos de couro e calçados, material eletrônico e equipamentos de comunicação, máquinas e equipamentos, máquinas para escritório e equipamentos de informática e artigos de borracha e plástico. As informações foram apresentadas pelo professor da Universidade, Thiago Rocha Fabris, na reunião do Conselho de Economia da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), realizada nesta quarta-feira (19), em Florianópolis.

O trabalho realizado pesquisou 50 setores da economia e apontou aqueles que têm os maiores efeitos multiplicadores no município em relação ao Valor Bruto de Produção, Valor Agregado, nível de emprego e arrecadação de ICMS. "Com base no Valor Bruto de Produção, temos setores como o de artefatos de couro e calçados que tem efeito multiplicador de 3,9. Isso significa que cada R$ 1 milhão de aumento da demanda desse setor gera R$ 3,9 milhões para o município", explicou Fabris. Para se chegar às conclusões, foi construída uma matriz insumo-produto, modelo de análise que mostra os impactos de demanda e oferta. Há grandes setores em Criciúma que talvez não apareçam nas primeiras colocações da lista por que os insumos destes segmentos são comprados fora do município. No entanto, essas atividades econômicas continuam tendo peso na economia local.

O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, destacou a importância da economia regional e informou que a entidade está construindo o Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense (PDIC). A iniciativa vai propor ações futuras e promover, no longo prazo, uma dinâmica de prosperidade industrial. O Programa pretende formular um Masterplan com os principais pontos críticos que afetam o desenvolvimento da indústria no Estado. "As questões estruturais estão interligadas. Nossa esperança é que concluído o PDIC teremos proposta de alinhamento para o setor", disse.

Ainda em relação à região Sul, o professor da Unisul de Tubarão, Jailson Coelho, falou sobre os problemas regionais de competitividade que reduzem os investimentos privados. "Fomos buscar a razão disso e encontramos aquilo que o Sul sempre reivindicou que é infraestrutura de transporte. O atraso na BR-101 deixa um rastro de ineficiência. Se as obras da rodovia estivessem concluídas, poderíamos gerar mais R$ 6,5 bilhões ao ano de PIB", disse. Coelho disse ainda que há falta de estrutura para os despachos aduaneiros no porto de Imbituba, o que gera fila para os caminhões que precisam descarregar os produtos. Além disso, lembrou, o aeroporto de Jaguaruna não tem definição das linhas que vão operar no município e a Ferrovia Tereza Cristina precisa ser interligada com o Norte e o Sul do Brasil. "A partir do momento que tivermos esses investimentos, tranquilamente, o Sul poderá contribuir muito mais para a economia catarinense e do Brasil", ressaltou. Hoje, a região fica na quinta posição em termos de participação no PIB do Estado, com 10,6%. Na opinião do professor, com as obras prontas, esse índice seria de 14,2%, a segunda posição no ranking.

No encontro, professores da Unoesc de Chapecó falaram sobre as ações do Fórum de Desenvolvimento para a região Oeste de Santa Catarina, iniciativa da FIESC em parceria com outras entidades. O Fórum trabalha por melhores condições de infraestrutura naquela região.






Dâmi Cristina Radin
Assessoria de Imprensa da FIESC
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