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Indústria cerâmica define estratégias para crescer

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Publicado em: 02/04/2014
Indústria cerâmica define estratégias para crescer
Dados, após analisados e validados, são utilizados na definição de visões de futuro para o segmento. Foto: Heraldo Carnieri

Florianópolis, 02.4.2014 - Design, sustentabilidade, inovação, tecnologia e qualificação do trabalhador são algumas das questões-chave para a competitividade da indústria cerâmica catarinense levantadas durante evento do Programa de Desenvolvimento da Indústria Catarinense (PDIC), da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Criciúma. O encontro, que se iniciou na terça-feira (dia 1º) e foi concluído nesta quarta (2), contou com a participação de especialistas e empresários dos subsetores de cerâmica vermelha, de revestimentos, técnica e de mesa e adorno. O objetivo foi definir rotas estratégicas para o setor em Santa Catarina.

Segundo dados do Ministério do Trabalho e do IBGE, o setor emprega em Santa Catarina 42% dos funcionários e gera 53% do valor bruto de produção do setor de produtos não metálicos. Nacionalmente, a cerâmica emprega 40% dos profissionais, mas gera apenas 20% do valor bruto de produção. A maior eficiência catarinense, segundo o economista Silvio Cario, consultor da FIESC, se deve à produção no Estado de revestimentos com maior valor agregado.

Esta diferenciação foi apontada como uma das tendências levantadas para o segmento. Com investimento em pesquisa, design e marketing, a indústria local pode vender produtos com maior valor agregado, ampliando sua eficiência e aumentando sua capacidade de competir com concorrentes externos, além de explorar nichos e ampliar o espaço no mercado doméstico.

Entre 2008 e 2012 as exportações catarinenses de cerâmica caíram 41%, de US$ 189 milhões por ano para 111 milhões, enquanto as importações saltaram de US$33 milhões anuais para US$ 161 milhões, invertendo o saldo da balança comercial, que passou a ser negativo. Segundo Cario, isto se deve a fatores como o elevado custo de transporte (o frete entre Santa Catarina e São Paulo é equivalente ao da China para São Paulo), o dólar favorável às importações e o baixo custo de produção na China.

PDIC - Nesta fase dos trabalhos, os convidados conheceram os resultados de um estudo socioeconômico e de uma pesquisa de tendências do segmento. Os dados, após analisados e validados, são utilizados na definição de visões de futuro para o segmento no Estado. Os participantes apontaram tendências setoriais, fatores críticos e ações necessárias para garantir o crescimento.

O debate continua na internet, onde foi lançado um ambiente colaborativo. Nele, as demais empresas do setor podem participar da troca de experiências e ajudar na construção do conhecimento. Os interessados devem acessar o endereço fiescnet.com.br/rotasestrategicas e se cadastrar.

O PDIC propõe ações futuras e promover, no longo prazo, uma dinâmica de prosperidade industrial. O Programa pretende formular, até 2014, um Masterplan com os principais pontos críticos que afetam o desenvolvimento da indústria no Estado.


Fábio Almeida
Assessoria de Imprensa da FIESC
48 3231-4674 | 48 9981-4642
fabio.almeida@fiescnet.com.br



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