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Proximidade do mercado diferencia educação da Finlândia

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Publicado em: 17/10/2013
Proximidade do mercado diferencia educação da Finlândia
Painelistas (da esq. p/ a dir) Marina Bassi, Rodolfo Pinto da Luz e Seija Mahlamäki-Kultanen (foto: Fernando Oliveira/FIESC)

Florianópolis, 17.10.2013 - De uma educação orientada para o bacharelismo, em uma sociedade que o apreciava, para um modelo de educação por competências, baseado na solução de problemas reais, no qual os estudantes secundaristas podem realizar cursos profissionais. Esta foi a guinada nos últimos 20 anos da política educacional da Finlândia, que lidera o ranking do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês). O modelo foi apresentado nesta quinta-feira (17) pela diretora de treinamento na Universidade Hämeenlinna de Ciências Aplicada daquele país,  Seija Mahlamäki-Kultanen, no 1º Workshop Internacional de Educação, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina.

Falando no primeiro painel do evento, que tratou dos desafios da qualidade da educação, Seija foi categórica ao defender que a aproximação com o mercado de trabalho foi o ponto forte da mudança na qualidade da educação de seu país. A mensagem foi reforçada pela pesquisadora do Banco Interamericano de Desenvolvimento Marina Bassi, que, no mesmo painel, apresentou pesquisa realizada pelo BID em vários países da América Latina. As conclusões da pesquisa, no entanto, apontam para um agravamento do problema. Embora a juventude latino-americana alcance níveis mais elevados de escolaridade que há 20 anos, os resultados no mercado de trabalho parecem ser piores e os jovens enfrentam maiores dificuldades na transição escola-trabalho, um gap de competências. "Os estudantes não terminam a escola com um nível adequado de habilidades relevantes; o aluno médio da América Latina não é capaz de usar habilidades acadêmicas básicas para resolver situações cotidianas da vida real", afirmou.

É exatamente esse tipo de competência que, segundo Seija, a Finlândia faz questão de desenvolver em seus estudantes. Citou como exemplo, que no ensino secundário, quando podem optar pela profissionalização, estudantes de um curso de cabeleireiro aprendem fundamentos de química aplicados à sua profissão. "Os alunos desenvolvem práticas e assim têm um aprendizado para toda a vida", disse.

Na busca de uma aplicação do conhecimento teórico, a diretora da Universidade Hämeenlinna destacou que a Finlândia vem fundamentando seu modelo educacional em competições de habilidade. E citou o bom desempenho que o Brasil vem alcançando no WorldSkills. "Buscamos isso também no ensino convencional, não apenas na educação profissional", destacou.

Seija destacou a preocupação brasileira em melhorar a qualidade da educação e recomendou que isso ocorra a partir do nível local ou estadual. "Será muito difícil realizar essa tarefa em âmbito federal", afirmou. E, como um alento aos brasileiros, afirmou que a Finlândia quer incorporar o modelo brasileiro de aprendizagem, praticado pelo SENAI, com a formação dividida entre a escola e a prática na empresa.

 


Ivonei Fazzioni
Assessoria de Imprensa da FIESC
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