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Crescimento e redução da pobreza dependem da produtividade

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Publicado em: 04/11/2013
Crescimento e redução da pobreza dependem da produtividade
Reunião do Fórum Estratégico da Indústria foi realizada nesta segunda-feira (4) (foto: Heraldo Carnieri)

Florianópolis, 4.11.2013 - Elevar a produtividade é a única alternativa para o Brasil fazer frente a um cenário de crescente interdependência dos mercados, com formação de cadeias globais de valor, popularização de acordos bilateriais de comércio, governos mais intervencionistas, ciclos tecnológicos e econômicos mais curtos, participação crescente da China e mudanças rápidas nas preferências do consumidor. Esta avaliação é do economista Jorge Arbache, feita durante reunião do Fórum Estratégico da Indústria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), que reúne algumas das principais lideranças catarinenses do setor e da sociedade. O encontro foi realizado nesta segunda-feira (4), em Florianópolis.

O que mais preocupa é que a produtividade brasileira não acompanha a de países que são potenciais competidores nos mercados internacionais. "Esta sim é a grande preocupação. Se todos eles estivessem crescendo pouco, teríamos uma situação. Mas não é o que está acontecendo. China, Índia, Malásia, Indonésia e Coreia do Sul têm experimentado taxas elevadas de produtividade, o que explica o crescimento e uma inserção mais interessante na economia mundial", disse. Na opinião dele, é preciso muito esforço para reverter esse quadro. E isso começa com uma educação de melhor qualidade, mas passa também pela reorganização da economia, com menos burocracia, mais investimentos, infraestrutura, inovação e tecnologia. Esse conjunto vai permitir que a produtividade cresça, defendeu.

O especialista também destacou a nova geografia da produção e da inovação. "Há uma revolução silenciosa em curso, com mudanças tecnológicas e parte significativa das indústrias americanas com plantas em países como a China, que estão retornando aos Estados Unidos. "O custo do trabalho e o apoio público não são mais suficientes para tornar as empresas competitivas. Elas têm que ser flexíveis para se adaptar aos mercados", ressalta.

Em relação a Santa Catarina, os dados de Arbache mostram que a densidade industrial do Estado, índice que mede a agregação de valor, é de R$ 1,2 mil por cidadão. O indicador brasileiro é praticamente a metade desse valor. "Isso nos leva a acreditar que Santa Catarina está muito bem posicionada em termos de Brasil", disse. No entanto, o economista destacou que por muito tempo o Estado foi líder no Sul em termos de agregação de valor, mas com o passar dos anos, Paraná e Rio Grande do Sul se aproximaram.

Na opinião do presidente da FIESC, Glauco José Côrte, o que explica a estagnação de Santa Catarina em relação aos Estados vizinhos é a deficiência da infraestrutura. "Não temos ferrovia, temos péssimos aeroportos mesmo nas maiores cidades, temos estrutura portuária boa, mas há dificuldade de acesso aos portos. Isso tudo foi roubando competitividade do Estado. A BR-101 Sul era para estar concluída em 2009 e a perspectiva é para 2017. O custo de logística aqui é muito mais caro. Esse é o grande desafio que teremos que enfrentar nos próximos anos", afirmou Côrte. 

Quanto a 2014, o cenário econômico é de incertezas. Mas a tendência é que o Brasil repita o desempenho de 2013. Esse quadro se deve a uma série de fatos que ocorrem simultaneamente na economia local e mundial. "No plano internacional, há uma suposta recuperação da economia americana e alguma tendência na economia europeia. A China continua emitindo sinais incertos. No plano interno temos eleição. No ano de eleição já aprendemos que muitos investimentos são adiados", explicou Jorge, que também é articulista do jornal Valor Econômico e professor da UnB.



 

 


Elmar Meurer e Dâmi Cristina Radin
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