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Parceria com a iniciativa privada pode ajudar a universalizar o saneamento básico

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Publicado em: 05/12/2013
Parceria com a iniciativa privada pode ajudar a universalizar o saneamento básico
Participantes debateram formas de levar o saneamento a 100% da população até 2033. Foto: Heraldo Carnieri

Florianópolis, 05.12.2013 - Além de melhorar os níveis gerais de saúde da população, a universalização do serviço de saneamento básico gera benefícios econômicos. Segundo pesquisa feita pela FGV, o ganho na qualidade de vida do trabalhador provocaria aumentos de 13,3% na produtividade e de 3,8% na massa salarial, gerando uma injeção de R$ 41,5 bilhões por ano na economia brasileira. Os dados foram apresentados pelo presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, no Seminário Panorama da Infraestrutura de Saneamento em Santa Catarina.

"Somos o terceiro Estado em IDH, sexto em participação no PIB e primeiro em expectativa de vida e em distribuição de renda. Mas em saneamento estamos na 19ª colocação. É preciso uma grande mobilização para mudar este quadro", afirmou Côrte.

Uma das possíveis soluções citadas pelo industrial foi a concessão para a iniciativa privada dos serviços de saneamento. O modelo foi defendido também pelo secretário Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos, Leodegar Tiscoski.

"É um sistema que já funciona, por exemplo, em Salvador, onde uma empresa está implementando uma obra de saneamento de R$ 400 milhões", afirmou Tiscoski.

Segundo o secretário, a necessidade de investimento para atingir a meta de universalização do saneamento em 30 anos chega a R$ 508 bilhões em todo o país. Ele lembrou que o governo federal tem as empresas concessionárias como uma das possíveis beneficiárias das linhas de financiamento para o setor.

Tiscoski apresentou ainda as principais linhas de atuação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2, que já contratou R$ 2,41 bilhões para o setor no Estado. O problema, segundo o secretário, é a série de obstáculos entre a definição de projetos e a conclusão das obras. Este caminho leva hoje, em média, sete anos e tem entre os principais responsáveis pela demora a falta de contrapartida das administrações municipais e a dificuldade na obtenção das licenças ambientais exigidas ao longo do processo.

Também presente no evento, o diretor geral da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Estado de Santa Catarina (Agesan), Sérgio Grando, reforçou a necessidade de buscar novas formas de ampliar o sistema. "Com R$ 1 milhão se constrói uma escola, mas não se faz muito em saneamento. O valor para implementar o sistema em uma das menores cidades de Santa Catarina chega a R$ 5 milhões. É preciso arrumar outras formas de financiar estes valores", afirmou, ratificando as parcerias com a iniciativa privada como uma possível solução.

Durante o evento foi lançado ainda o hotsite sustentabilidade da FIESC, que vai divulgar notícias e estudos, boas práticas da indústria e o portfólio da Federação para atuação no setor. Ele pode ser acessado pelo endereço fiescnet.com.br/sustentabilidade.

 

 

 


Fábio Almeida
Assessoria de Imprensa da FIESC
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